Loading...

Prisão por defraudar 20.000 euros com falsos alugueres: as chaves de sua 'modus operandi'

Depois de receber uns pagamentos, os supostos arrendadores desapareciam e os inquilinos davam-se conta de que os inmuebles anunciados eram completamente inexistentes

Juan Manuel Del Olmo

Las llaves de un piso y dos personas de fondo FREEPIK

O mercado do aluguer em Espanha tem tintes de Selvagem Oeste, e nesta situação crítica (disparou-se um 46% em cinco anos) há espaço para a picaresca, as médias verdades e as práticas abusivas. Agora, agentes da Polícia Nacional têm detido a dois homens como supostos responsáveis pelos delitos de pertence a grupo criminoso, fraude, blanqueo de capitais e reclamação judicial por defraudar mais de 20.000 euros mediante falsos alugueres.

Os timadores operavam principalmente em Zaragoza. Para levar a cabo seus enganos utilizavam identidades falsas, linhas telefónicas a nome de terceiros e contas bancárias geridas por mulas. Um dos detentos tem ingressado em prisão após que a Polícia estabelecesse um dispositivo de vigilância em Algeciras (Cádiz), enquanto o outro tem ficado em liberdade com cargos.

Onda de denúncias

A investigação começou depois de uma onda de denúncias por fraudes em portais imobiliários. Os delinquentes publicavam anúncios de andares inexistentes a preços muito por embaixo do mercado, com o objectivo de que as pessoas que tinham necessidade urgente de moradia picassem.

Um casal revisa uns documentos / FREEPIK

Depois de um primeiro contacto telefónico, os criminosos facilitavam documentação aparentemente legítima, incluindo fotografias de documentos de identidade manipulados e contratos de arrendamento fictícios. Para reforçar a credibilidade do engano, chegaram inclusive a realizar videollamadas com as vítimas.

Pagamento através de Bizum ou transferências diretas

Uma vez gerada a confiança, solicitavam às vítimas o pagamento de quantidades em conceito de reserva ou mensualidad antecipada, que deviam abonarse mediante Bizum ou transferências a diferentes contas bancárias.

No entanto, depois de receber o dinheiro, os supostos arrendadores desapareciam e os inquilinos davam-se conta de que os inmuebles anunciados eram completamente inexistentes. Ao todo, os agentes têm identificado ao menos 33 casos com um prejuízo económico superior aos 21.800 euros, conquanto não se descarta que o número real de vítimas seja maior, já que muitas pessoas afectadas não chegam a denunciar este tipo de factos.

Uma pessoa utiliza um móvel / FREEPIK

Conselhos da Polícia Nacional

Desde a Polícia Nacional recomenda-se desconfiar de alugueres com preços excessivamente baixos ou condições demasiado ventajosas; não realizar pagamentos por adiantado sem ter visitado previamente o inmueble e verificar sempre a identidade do arrendador, bem como a titularidade da moradia.

Assim mesmo, aconselham evitar enviar dinheiro mediante Bizum ou transferências a contas desconhecidas sem garantias; revisar que a documentação facilitada não presente irregularidades e, ante qualquer suspeita, contactar com a Polícia Nacional através do 091.