Um exempleado de Hipp vai ao cárcere por envenenar potitos com raticida: queria atacar em Espanha
O detento exigia dois milhões de euros em criptomonedas e ameaçava com estender o sabotagem a supermercados espanhóis se não se pagava o resgate
Ouve o artigo agora…
A crise alimentar que tem sacudido a Europa pelos potitos contaminados da marca Hipp dá um giro. Um tribunal de Áustria tem decretado nesta terça-feira prisão preventiva para o principal suspeito: um exempleado da companhia, de 39 anos, detido no passado sábado em Salzburgo.
Segundo tem informado a Promotoria de Eisenstadt, a medida justifica-se por risco de fuga e possível destruição de provas. O homem está a ser pesquisado por extorsión, perigo público doloso e tentativa premeditada de lesões graves, num caso que tem gerado grande alarme entre famílias e autoridades sanitárias.
Acham raticida em seu domicílio
Durante o registro de sua moradia, as autoridades encontraram veneno para ratas, ainda que seu advogado tem recusado qualquer envolvimento nos factos. Segundo sua versão, o produto estava destinado a um terreno agrícola que o arguido possui em Eslováquia.
No entanto, a investigação aponta a uma possível conexão direta com a sabotagem alimentar que tem obrigado a retirar produtos infantis em vários países europeus.

Um correio com ameaças e exigências
As pesquisas têm revelado um correio eletrónico enviado a Hipp o passado 27 de março no que se exigiam dois milhões de euros em criptomonedas. Na mensagem, o autor assegurava ter colocado já seis tarros contaminados —identificados com uma pegatina— em supermercados de Áustria, República Checa e Eslováquia.
Ademais, ameaçava com ampliar o sabotagem a outros países europeus, entre eles Espanha, Alemanha, França, Países Baixos e Polónia, desta vez sem nenhum tipo de identificação nos produtos. O correio não foi detectado até mediados de abril, quando já tinha expirado o prazo dado pelo extorsionador.
Tarros manipulados dantes de chegar ao consumidor
As autoridades conseguiram interceptar cinco dos seis tarritos contaminados dantes de seu consumo. Tratava-se de potitos de cenoura com batatas de 190 gramas, o mesmo produto afectado pela alerta alimentar. O sexto tarro foi adquirido por uma família, que o devolveu depois de conhecer a retirada do produto por parte da empresa.
Este caso soma-se à informação já publicada por Consumidor Global, onde se alertava da presença de potitos envenenados em supermercados de correntes como Spar e Tesco, bem como do uso de bromadiolona, um potente raticida que pode provocar sintomas graves dias após a ingestão.
Tinha sido despedido por vários incumprimentos
Meios austríacos como Kronen Zeitung e a revista profil apontam a que o detento tinha sido despedido de Hipp de mútuo acordo depois de vários incumprimentos.
Ademais, segundo fontes citadas por estas publicações, encontraram-se indícios de extorsión no computador da empresa que utilizava o suspeito, o que reforça a hipótese de um acto deliberado.
Que devem fazer os consumidores
Ainda que a maioria dos produtos contaminados têm sido retirados, as autoridades mantêm a vigilância ante possíveis novos casos.
As recomendações finque para os consumidores são:
- Não consumir potitos suspeitos, especialmente da variedade afectada
- Revisar embalagens em procura de manipulações ou pegatinas estranhas
- Ir a urgências ante qualquer sintoma compatível com intoxicación
- Seguir alerta-las sanitárias oficiais

