Muito cuidado ao comprar ou alugar moradia: assim te enganam com o certificado energético
Só o 73% dos anúncios contribui dados completos de consumo e emissões, enquanto quase um da cada quatro mostra uma etiqueta sem valores
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à hora de eleger uma casa para comprar ou alugar, há mil e um detalhes que requerem atenção: por suposto, o preço; a orientação das estadias e a luminosidade, as caracterÃsticas do bairro, o estado das instalações⦠E a eficiência energética. Não obstante, os dados disponÃveis sobre este último ponto são, em muitas ocasiões, insuficientes.
Assim se reflete na segunda edição do relatório Como de eficientes são as moradias que queremos habitar? publicado pela Federação de Consumidores e Utentes CECU. Este estudo analisa a informação das condições energéticas das moradias que se inclui nos anúncios de portais imobiliários.
Fraude com o etiquetado energético
O relatório mostra que a fraude com o etiquetado energético é maioritário: a primeira edição do relatório, de 2025, mostrava que o incumprimento na apresentação do etiquetado energético atingia o 77,3% dos anúncios. Neste ano reduziu-se, ainda que ainda o 61,3% dos anúncios apresenta irregularidades.

Os anúncios que directamente não apresentam a etiqueta energética caem de 33,8% ao 20%. Quanto à mostra, o estudo analisa anúncios de moradias em cidades como Barcelona, Bilbao, As Palmas de Grande Canaria, Madri, Málaga e Palma de Mallorca.
Dados menos acessÃveis
Ademais, o documento reflete que a qualidade da informação oferecida à s pessoas consumidoras piora. Dados finque para a tomada de decisões, como a presença de calefacção, ar acondicionado, água quente ou no ano de construção, são ahora menos acessÃveis nos anúncios analisados.
Só o 73,1% contribui dados completos de consumo e emissões, enquanto quase um da cada quatro anúncios (24,2%) mostra uma etiqueta sem valores, onde só se indica a classificação energética, o que limita muito sua utilidade.
Denúncia contra Idealista, Fotocasa e Aluguer Seguro
Desde CECU apontam a que esta melhora se deve à denúncia registada no ano passado ante o Ministério de Consumo contra portais imobiliários como Idealista, Fotocasa e Aluguer Seguro. "Apesar da melhora nos dados, segue-se produzindo uma alta percentagem de fraude de um requisito que leva vigente mais de 13 anos", tem apontado Eloy Gutiérrez, responsável por Moradia de CECU.
Ademais, a organização assegura que não tem constancia de que se tenha aberto nenhuma investigação nem expediente sancionador ao respeito contra estas empresas.
