A armadilha de EcoScooting e outras companhias de partilha ao entregar um pedido de AliExpress é um clássico. "Ausente em domicílio", marca o repartidor, que nem tão sequer se tomou a moléstia de acercar ao domicílio do cliente.
Esta prática, denunciada em infinidad de ocasiões, supõe um incumprimento de contrato, ainda que costuma ser difícil demonstrar que o destinatário se encontrava em sua moradia à hora convinda. É a palavra do repartidor contra a do cliente. Mas, quando o afectado é uma pessoa minusválida, o assunto toma outro cariz.
"Sou minusválido e sempre estou em casa"
"Estou harto de ter que chamar e chamar, uma e outra vez, a cada semana, com a cada pedido, para reclamar que os repartidores das empresas que utilizam não vêm a casa", denúncia Óscar García, cliente habitual de AliExpress.
"Sou minusválido e sempre estou em casa. Não posso sair excepto com ambulancia", detalha o afectado, quem assegura: "Nesta ocasião levo três dias reclamando que o serviço de Correios informa de que 'Não tem podido realizar a entrega por ausência do destinatário'. Fizeram-no dois dias seguidos e eu, por suposto, estou em casa".
O 'maltrato' de Correios e AliExpress
O relato de Óscar García retrata a falta de escrúpulos deste tipo de companhias. "Reclamo a Correios e dizem-me que tenho o pacote no escritório e que o vá procurar. Reclamo a AliExpress os três dias e dão por fechada minha reclamação. E não se trata de um capricho… São umas bengalas para caminhar!".
Para postres, "chamo por telefone, porque não há maneira de que te informem adequadamente, e vou dar com uma tal Gema que me grita, me interrompe, me trata de tonto e me diz que, apesar de ser minusválido, já decidirei eu se quero ir procurar o envio".
"Não há ninguém que regule isto?"
Depois da incidência, AliExpress aconselha ao cliente que se ponha em contacto com a empresa de transporte. "A ver, por que narizes temos que falar com o transporte os clientes que temos comprado a AliExpress? Que o solucionem eles, que para isso se ganham o dinheiro que temos pago!", denúncia García, quem pergunta-se: "É que não há ninguém que regule isto?".
Agora, "me respondem que estão a trabalhar para o resolver. O que estão a fazer é tratar de ficar bem ante a opinião pública enquanto por detrás me seguem enviando e-mails dizendo que o vá procurar ao escritório de Correios. Pois não há problema, homem. Mandem-me uma ambulancia a casa e assim de passagem me passeiam! Não voltarei a pedir nada mais nunca", sentença.
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