A Polícia alerta da fraude do 'Bizum inverso' que esvazia contas
As autoridades detectam dois casos recentes nos que os estafadores conseguiram que as vítimas enviassem dinheiro ou pagassem umas supostas despesas para receber uma cobrança
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As compra entre particulares por internet converteram-se em algo quotidiano, mas essa normalidade também é aproveitada pelos estafadores para se fazer passar por compradores e conseguir que a vítima, convencida de que vai receber dinheiro, termine lho enviando.
A Polícia Nacional nA Rioja tem alertado sobre a fraude do 'Bizum inverso' e os falsos pagamentos, após detectar dois casos recentes com diferentes métodos de actuação. Em ambos, o engano parte de uma mesma situação: a vítima espera cobrar por um produto ou serviço e o estafador utiliza essa expectativa para conseguir que autorize uma operação económica ou realize previamente um pagamento.
Em que consiste o temido 'Bizum inverso'?
Um dos casos detectados começou com o anúncio de uma praça de garagem numa página de compra. Uma pessoa contactou com o proprietário, interessou-se pelas condições e ambas partes chegaram aparentemente a um acordo. O suposto arrendatario assegurou que realizaria um primeiro pagamento de 200 euros. Pouco depois, apareceu no aplicativo bancário da vítima uma operação pendente de aceitação.
Convencida de que se tratava do dinheiro que devia receber, a pessoa aceitou a operação. Mas ocorreu justo o contrário: em lugar de cobrar os 200 euros, enviou essa quantidade. Depois, o suposto interessado solicitou-lhe outros dois pagamentos. É o procedimento conhecido como 'Bizum inverso', que joga com uma confusão muito concreta: receber dinheiro mediante Bizum e aceitar uma solicitação de dinheiro não são a mesma operação.

O falso correio que anuncia que já tens cobrado
O segundo caso detectado pela Polícia começou também com um anúncio num site de compra. Nesta ocasião, tratava-se de uma motocicleta. Uma pessoa mostrou interesse pelo veículo e contactou com o vendedor. Posteriormente, a conversa passou a WhatsApp, onde continuaram negociando o suposta compra até atingir um acordo.
Então, o vendedor recebeu um correio eletrónico que aparentemente procedia da plataforma oficial. A mensagem indicava que o comprador já tinha realizado o pagamento da motocicleta e que o dinheiro estava pendente de ser transferido. O problema, segundo o falso correio, era que dantes tinha que abonar umas supostas despesas de envio para poder receber o dinheiro. O objectivo era que o vendedor realizasse um pagamento prévio convencido de que, depois, receberia o custo da motocicleta.
Podem imitar a aparência de empresas
Este tipo de comunicações fraudulentas podem imitar a aparência de empresas conhecidas mediante logotipos, cores, nomes comerciais e formatos similares aos oficiais.
Por isso, a Polícia recomenda comprovar cuidadosamente a direcção desde a que se enviou a mensagem e desconfiar especialmente quando se pede pagar dinheiro para poder receber posteriormente outro custo.
O sinal de alarme que deve fazer desconfiar
A Polícia Nacional recorda que receber dinheiro não é o mesmo que aceitar uma solicitação de dinheiro. Dantes de confirmar qualquer operação, há que comprovar que se está a autorizar exactamente no aplicativo bancário. A urgência também deve se considerar um sinal de alerta. A insistencia do suposto comprador, as pressas por fechar a operação ou as explicações sobre um suposto problema com o pagamento podem fazer parte da estratégia para evitar que a vítima se detenha a comprovar a operação.
No caso dos correios eletrónicos, além de revisar o remitente, convém não aceder a enlaces suspeitos nem realizar pagamentos para desbloquear uma suposta cobrança.
A Polícia recomenda não sacar a compra da plataforma
Outra das recomendações da Polícia é manter as conversas e as operações de pagamento dentro dos sistemas oficiais das plataformas de compra, sempre que estes estejam disponíveis. Transladar a conversa a canais externos, como WhatsApp ou o correio eletrónico, pode facilitar que os delinquentes enviem enlaces, justificantes ou mensagens falsas com os que tentem dar aparência de legitimidade à operação.
A protecção começa por comprovar que operação se está a autorizar dantes de pulsar aceitar. Se está a vender-se um produto, receber um pagamento não deveria exigir, em condições normais, aceitar uma solicitação para enviar dinheiro ao suposto comprador. Ante qualquer dúvida, o recomendável é deter a operação e comprovar directamente com a plataforma ou com a entidade bancária se o movimento que aparece em ecrã corresponde realmente a um rendimento ou, pelo contrário, a uma petição de pagamento.
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