O arrendamento expresso concentra-se nestas cidades de Espanha
O economista Gonzalo Bernardos analisa num vídeo para a Consumidor Global a ascensão das habitações que encontram inquilino em menos de um dia e relaciona o fenómeno com a escassez de oferta e o controlo dos arrendamentos
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Encontrar um apartamento para arrendar converteu-se numa corrida contra o tempo nalgumas cidades espanholas. Tanto assim é que um número considerável de imóveis que chegam ao mercado encontram um novo inquilino em menos de 24 horas, fenómeno agora conhecido como "arrendamento expresso".
"O arrendamento expresso triunfa em Espanha", assegura o economista Gonzalo Bernardos num vídeo para a Consumidor Global. O perito utiliza este conceito para referir-se precisamente às habitações que permanecem disponíveis menos de um dia antes de ser arrendadas.
Porque alguns apartamentos duram menos de 24 horas
Bernardos identifica dois motivos principais por trás desta rapidez. O primeiro tem a ver com as próprias agências imobiliárias, que muitas vezes já dispõem de listas de pessoas interessadas em encontrar uma habitação numa determinada zona.
Quando aparece um novo imóvel, o agente pode contactar directamente com estes potenciais arrendatários. "Se não é o primeiro, o segundo ou o terceiro alugam a habitação", explica o economista sobre a elevada procura existente.
A escassez de habitação acelera o processo
A segunda via são os portais imobiliários. Neste caso, Bernardos aponta directamente a escassez de habitação disponível como responsável por que os anúncios recebam rapidamente candidatos dispostos a converterem-se em arrendatários.
A combinação de uma oferta limitada e uma procura elevada provoca que determinados imóveis apenas permaneçam umas horas anunciados antes de desaparecer do mercado.
Barcelona, Girona e Tarragona, à cabeça
Mas o fenómeno não se distribui de forma uniforme por Espanha. Segundo os dados expostos por Bernardos, o arrendamento expresso tem uma presença especialmente elevada nas cidades onde existe controlo dos preços do arrendamento.
Barcelona atinge 36%, enquanto Girona e Tarragona situam-se em 30% e Lleida regista 28%. Bernardos também destaca os casos de Pamplona e Vitoria, que figuram entre as cidades com uma maior presença de arraendamento expresso e onde também se introduziram medidas de controlo sobre os arrendamento.
A excepção de Huesca, Ceuta e Teruel
Ao consultar as estatísticas podem aparecer, no entanto, outras cidades com percentagens ainda superiores. Bernardos menciona concretamente os casos de Huesca, Ceuta e Teruel.
O economista introduz uma nunace importante antes de tirar conclusões destas cifras: nestes territórios a mostra analisada é muito menor. Por isso, considera que as suas elevadas percentagens devem ser interpretadas com cautela e não são directamente comparáveis com os registados em mercados de maior tamanho como Barcelona.
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