É o fim dos preços baixos de Shein? A marca chinesa, em queda livre
A plataforma chinesa cai um 4% em sua saída a Carteira e assegura que transladará os sobrecostos alfandegários a seus clientes de Europa e Estados Unidos
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Shein tem debutado em carteira nesta terça-feira, 1 de setembro, com quedas de 4% na sessão matinal. Por conseguinte, não tem sido um debut sonhado para a plataforma chinesa, cujos vaivéns e planos frustrados têm provocado uma queda de 73% em sua valoração desde o bico máximo atingido em 2022.
Os títulos de Shein têm iniciado a jornada em 48,56 dólares hongkoneses (6,19 dólares, 5,33 euros), exactamente o mesmo preço que tinha fixado a companhia para a venda de uns 280 milhões de acções. No entanto, nos minutos posteriores têm caído um 10% para depois moderar esse descenso até o mencionado 4% ao parón da média sessão.
Shein, uma queda depois de outra
Por se isto fosse pouco, o diário local South Chinesa Morning Pós já tinha avançado que os títulos de Shein tinham baixado nesta segunda-feira até um 28% no mercado cinza, plataformas onde se negocia de forma extraoficial com valores que não se podem operar nesse momento através de um mercado autorizado.

A cifra fixada por Shein, praticamente no meio da forquilha que tinha avançado, supõe uma arrecadação equivalente a 1.735 milhões de dólares e uma valoração de 26.305 milhões de dólares, muito por embaixo dos 98.200 milhões que chegou a registar em 2022, depois de seu antepenúltima rodada de financiamento e a concorrência de rivais como Inditex e a japonesa Fast Retailing (Uniqlo).
Um saída a carteira frustrada
Cabe recordar que a saída a carteira de Shein chega após seus planos frustrados para vender acções em Nova York e Londres, neste segundo caso pela intervenção em última instância dos reguladores chineses, o qual fez que finalmente optasse por Hong Kong como meio-termo entre os investidores internacionais e as autoridades de seu país de origem.
Ademais, a plataforma enfrenta um grande problema em dois de seus principais mercados: Estados Unidos (um 24% de seus rendimentos) e Europa (35%).
Os impostos asfixiam a Shein
Tanto Europa como Estados Unidos têm anulado as isenções alfandegárias a pacotes pequenos que tinham facilitado a penetração da companhia.

De facto, no país governado por Donald Trump, os rendimentos de Shein já caíram um 14% no primeiro trimestre.
É o fim dos preços baixos de Shein?
Por estes motivos, Shein tem anunciado que transladará os sobrecostos a seus clientes em ambos mercados, ao antecipar no caso de Europa um "impacto negativo em curto prazo" sobre seu volume de vendas para proteger umas margens que em termos netos já caíram de 8,7 ao 4,9% em 2025 ante uma maior despesa em logística e mercadotecnia.

A esta delicada situação há que lhe somar a crescente concorrência em seu sector por parte da também chinesa Temu ou de rivais tradicionais como Inditex.
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