Páginas sites fraudulentos, hackeos em massa que são o germen de enganos a grande escala, falsas oportunidades de investimento… As fraudes mais comuns em Espanha são as fraudes nas compras (42%), as fraudes relacionadas com investimentos e criptomonedas (34%) e as tentativas de roubo de identidade (33%). Assim se desprende de um estudo de Mastercard realizado em países como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Espanha.
O documento constata que o interesse nesta problemática é crescente: reflete que o 80% dos espanhóis está mais preocupado pela ciberseguridad que faz dois anos, uma cifra que se reduz ao 72% entre os europeus. Neste sentido, o 73% dos interrogados em Espanha considera mais difícil proteger seus dados pessoais em internet que assegurar sua própria casa.
A ciberseguridad converte-se numa preocupação quotidiana
Assim, outra conclusão do texto é que a ciberseguridad é agora uma "prioridade" para a cidadania, já que a maioria (58%) pensa nela semanalmente ou mais.
Assim as coisas, muitos consumidores tomam medidas preventivas: a análise assegura que o 64% dos interrogados em Espanha se protege activamente contra a fraude actualizando o software e os aplicativos, comprovando os remitentes dos correios eletrónicos (62%), utilizando senhas seguras (56%) ou verificando as comunicações desconhecidas (59%).
Os jovens, os mais afectados
Assim mesmo, o documento assinala que a fraude afecta a "quase todo mundo", o que se reflete no facto de que o 81% dos espanhóis -em frente ao 77% dos europeus- tem sido vítima de uma tentativa de fraude no último ano.
Segundo os dados de Mastercard, e na contramão do que se costuma pensar, os consumidores mais jovens são os que correm maior risco, já que o 37% da 'geração Z' (os nascidos aproximadamente entre 1997 e 2012) que tem sido objectivo de fraudes afirma ter caído na armadilha.
Enganos mais comuns
No estudo destaca o peso da fraude em compras e vendas varejistas (42%), que inclui as ofertas falsas, a venda de produtos falsificados, armadilhas de assinatura ou ofertas falsas de reembolso. Depois figuram as fraudes com investimentos e criptomonedas (34%), aos que seguem as tentativas de roubo de identidade (33%), que inclui, entre outros, solicitações fictícias para verificar números da Segurança Social.
As fraudes românticas (30%) são as quartas mais frequentes, e incluem desde os perfis falsos em apps de citas que solicitam dinheiro até fraudes de suplantación de identidade. Por último, a fraude em viagens ou venda de entradas (28%) é o quinto mais comum em Espanha. Em muitos destes enganos, a Inteligência Artificial (IA) joga um papel crucial.
Perdas económicas
Por outra parte, o texto indica que o 75% dos espanhóis que se viram afectados por uma tentativa de fraude assegura ter sofrido perdas económicas. E custa falar disso: resulta llamativo o dado de que mais da metade (60%) dos espanhóis reconhece que sentir-se-ia envergonhado se fosse vítima de uma fraude, e ao 48% dar-lhe-ia vergonha falar disso, apesar de que só o 33% afirma que julgaria às demais vítimas.
Quanto à protecção em frente à fraude, a confiança dos espanhóis nos bancos (70%) e nas companhias de cartões bancários (62%) é superior à que depositam nas instituições governamentais (58%).