Teu próximo iPhone será mais caro: Apple antecipa subidas de preço por culpa dos chips
Segundo os analistas especializados, os novos telefones de Apple poderiam custar até 150 dólares mais que os iPhone 17
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"As subidas de preço são inevitáveis". Assim de tajante se mostrou o presidente executivo de Apple, Tim Cook, numa entrevista concedida a The Wall Street Journal. A culpa tem-a o encarecimiento dos chips de cor e armazenamento provocado pela crescente demanda de infra-estruturas de inteligência artificial.
A situação com estes chips, tem declarado Cook, voltou-se "insostenible". "Precisamos que os preços e o fornecimento de cor voltem a níveis razoáveis para os produtos de consumo. Essa é a questão fundamental", tem acrescentado.
O preço do armazenamento multiplica-se por quatro
De acordo com as estimativas de The Wall Street Journal, os preços das memórias e do armazenamento multiplicaram-se por quatro desde que os gigantes tecnológicos começaram a elevar seus investimentos em inteligência artificial.

Consequentemente, segundo a consultora Omdia, o preço médio dos smartphones aumentará um 20% a nível global em 2026, chegando a registar máximos históricos. Neste sentido, o analista Chiew Lhe Xuan tem declarado à BBC que os novos telefones de Apple poderiam custar até 150 dólares mais que os iPhone 17, ao melhorar suas especificações para integrar novas funções de IA.
As empresas priorizan a IA
Neste sentido, há que ter em conta que, para treinar um modelo de IA (como GPT-4, Gemini ou redes neuronales complexas), as empresas precisam processar milhares de milhões de parâmetros e dados de forma simultânea. Como a prioridade dos fabricantes de chips (Samsung, SK Hynix, Micron) é produzir memória para IA, já que resulta bem mais rentável, às vezes se reduz a produção de cor para computadores de consumo ou smartphones, o que eleva os preços globais.
Ademais, a capacidade de fabricar memórias HBM converteu-se num assunto estratégico para países como Estados Unidos, Coreia do Sur e Taiwán, tensando ainda mais o palco.

Facturação de Apple
Apple obteve um benefício neto de 29.578 milhões de dólares (25.289 milhões de euros) entre os meses de janeiro e março, segundo trimestre fiscal para a companhia, o que representou um avanço de 19,4% em comparação com os ganhos contabilizados pela multinacional no mesmo período do exercício precedente.
"Apple orgulha-se de anunciar seu melhor trimestre de março até a data", declarou então Tim Cook, quem destacou que os rendimentos do iPhone tinham atingido um recorde no trimestre, graças à "extraordinária demanda do iPhone 17".
