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Multan a TikTok com 25 milhões de euros por espiar aos menores

A Agência Nacional de Protecção de Dados de Brasil considera insuficientes as medidas de segurança de Bytedance, empresa proprietária da rede social

Ana Carrasco González

Ellie Ellis, la adolescente británica que ha “conquistado” el algoritmo de TikTok Raúl Bobé EFE

A Agência Nacional de Protecção de Dados de Brasil (ANPD) tem imposto uma multa de 153,7 milhões de reais, uns 25,6 milhões de euros, a ByteDance, a companhia proprietária de TikTok, por incumprir o regulamento brasileiro de protecção de dados e vulnerar a segurança da informação de meninos e adolescentes.

A sanção, publicada no Diário Oficial dá União, chega acompanhada de uma ordem para que a companhia elimine os dados recopilados de forma irregular e ponha em marcha um plano específico destinado a reforçar a protecção dos menores que utilizam a plataforma.

TikTok não protege os dados pessoais

A investigação da autoridade brasileira conclui que as deficiências se produziram tanto entre os utentes que acediam a TikTok mediante contas registadas como entre quem utilizavam a plataforma sem criar uma conta.

Segundo a ANPD, as medidas técnicas e organizativas adoptadas por ByteDance não eram suficientes para garantir o cumprimento das obrigações estabelecidas pela legislação brasileira em matéria de protecção de dados pessoais.

Uma pessoa abre o aplicativo de TikTok para comprar em TikTok Shop / EP

Limitar várias funções para os utentes sem conta

As medidas impostas por Brasil afectam especialmente aos utentes que acedem a TikTok sem estar registados. A plataforma não poderá lhes oferecer publicidade quando se encontrem em território brasileiro. Ademais, TikTok terá que desactivar as retransmisiones ao vivo e as mensagens diretas para estes utentes e reduzir de forma considerável a quantidade de dados pessoais que recopila. Também estabelecer-se-ão limitações temporárias de uso.

A decisão supõe um novo golpe para TikTok num momento no que as autoridades de diferentes países estão a aumentar o escrutinio sobre as práticas das grandes plataformas digitais, especialmente quando afectam à privacidade e segurança dos menores.

Privacidade reforçada para os menores de 16 anos

A ANPD também tem aprovado o plano de cumprimento apresentado por ByteDance. Entre as novas obrigações encontra-se o aplicativo por defeito da configuração de privacidade mais restritiva para as contas de utentes menores de 16 anos.

Qualquer modificação desta configuração deverá contar com o consentimento dos pais ou tutores. A companhia terá ainda de reforçar os controles de segurança e introduzir filtros de conteúdo mais estritos para proteger aos utentes de menor idade. Estas medidas aplicar-se-ão em paralelo às novas normas de verificação de idade contempladas no Estatuto Digital da Infância e a Adolescência de Brasil.

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