A luz dá um respiro em março: estes são os efeitos das baixadas de impostos à electricidade
Esta factura elétrica para março supõe uns 3,42 euros menos que os 71,52 euros em media que marcou o recebo faz doze meses
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Pese à instabilidade gerada depois do conflito em Oriente Médio, o recebo mensal da luz para um utente médio com tarifa regulada (PVPC) fechou março em 68,1 euros. Esta cifra supõe uma queda de 4,8% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Este descenso responde principalmente à rebaja fiscal aprovada pelo Governo para mitigar os efeitos do conflito em Irão, somada à estabilidade dos preços no mercado mayorista ou pool elétrico.
3 euros menos que faz um ano
Mais especificamente, esta factura elétrica para março supõe uns 3,42 euros menos que os 71,52 euros em media que marcou o recebo faz um ano.

Mais especificamente, esta evolução de preços corresponde a um consumidor médio com uma potência contratada de 4,4 kilovatios (kW) e uma demanda anual de 3.900 kilovatios hora (kWh), distribuída nos diferentes períodos (ponta, plano e vale).
Baixada de impostos
Deste custo total correspondente a este mês de março, 11,41 euros estão relacionados com o termo fixo e 48,8 euros com o variável.
Neste sentido, 0,33 euros correspondem ao imposto elétrico, em frente aos 2,84 euros de faz um ano. Ademais, de acordo com os dados do comparador da Comissão Nacional dos Mercados e a Concorrência (CNMC), o IVA e equivalente passa a supor 6,19 euros, a metade em frente aos 12,41 euros do mesmo mês de 2025.

Facturas de consumo energético
Dentro do Real Decreto-lei de resposta às consequências do conflito em Oriente Próximo, o Governo tem incluído uma rebaja ao 10% do IVA nas facturas de consumo energético dos lares. A medida afectará, por um lado, aos contratos de energia elétrica que não superem uma potência de 10 kilovatios (kW).
Isto supõe que aplicar-se-á a quase a totalidade de lares do país, incluídos aqueles que desfrutam do bono social ou tenham reconhecidas as condições de vulnerabilidade severa ou outras situações vigentes para lutar contra a pobreza energética. Também se aplicou uma redução do Imposto Especial sobre a Electricidade em seu tipo impositivo, caindo de 5,1% até o 0,5%, bem como se suspendeu temporariamente o Imposto sobre o Valor da Produção de Energia Elétrica (IVPEE).
