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Cai a rede de alugueres falsos: defraudam mais de 20.000 euros com anúncios de andares fantasma

A Policia civil desarticula a baptizada como Operação Falkiler, prendendo em Almería e Múrcia a um casal especializado em roubar

Una de las detenidas por estafar con anuncios de alquiler falsos   GUARDIA CIVIL
Una de las detenidas por estafar con anuncios de alquiler falsos GUARDIA CIVIL

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Em plena crise da moradia, encontrar um andar de aluguer a um preço razoável converteu-se numa odisea, e os ciberdelincuentes sabem-no. A Policia civil tem mirado um golpe a este tipo de fraudes com a detenção em Almería e em Alcantarilla (Múrcia) de um homem de 39 anos e uma mulher de 25.

Ambos estão acusados de um delito continuado de fraude e falsificação documentária depois de defraudar mais de 20.000 euros mediante anúncios de andares falsos em internet.

Como funcionava o engano da Operação Falkiler?

A operação, baptizada como 'Falkiler', iniciou-se em meados de fevereiro depois da denúncia apresentada por uma vítima em San Vicente do Raspeig (Alicante), que perdeu 900 euros ao reservar uma moradia que nunca existiu.

Segundo tem informado a Policia civil, os detentos publicavam anúncios de moradias completas em conhecidas plataformas imobiliárias oferecendo alugueres a preços muito por embaixo do mercado. Seu objectivo era atrair rapidamente a pessoas que procuravam moradia em cidades onde a pressão do mercado imobiliário dificulta encontrar andares asequibles.

As vítimas, convencidas pelas aparentes facilidades e o preço, eram instadas a realizar uma transferência bancária em conceito de reserva dantes de visitar o inmueble. Uma vez recebido o dinheiro, os supostos arrendadores desapareciam e bloqueavam qualquer via de contacto.

Cartel de alquiler de vivienda / EUROPA PRESS
Cartaz de aluguer de moradia / EUROPA PRESS

Assim se ganhavam a confiança das vítimas

A investigação tem revelado que os suspeitos utilizavam documentação manipulada para contribuir credibilidade à operação. Durante as conversas enviavam capturas de documentos nacionais de identidade, cartillas bancárias e notas simples do Registro da Propriedade falsificadas, com as que tratavam de convencer aos interessados de que eram os legítimos proprietários ou gestores das moradias.

Este método permitiu que numerosas vítimas realizassem pagamentos achando que estavam a reservar um inmueble real.

Telefones com identidades falsas e para perto de vinte contas bancárias

Para dificultar a investigação, a rede empregava telefones registados a nome de terceiras pessoas utilizando identidades supostamente fictícias. Uma vez completada a fraude, esses números deixavam de utilizar-se.

Ademais, os pesquisadores têm constatado que os presos chegaram a utilizar para perto de vinte contas bancárias abertas e fechadas em curtos períodos de tempo. Em alguns casos, as próprias entidades financeiras bloquearam as contas ao detectar movimentos suspeitos.

O dinheiro recebido das vítimas era ingressado inicialmente em contas controladas por um dos pesquisados e transferido de forma imediata a outras contas vinculadas com a segunda detenta, dificultando assim o rastreamento do dinheiro.

Vítimas em Bilbao, Barcelona, Madri e Valencia

A operação tem permitido esclarecer fraudes cometidas contra pessoas residentes em diferentes pontos do país, entre eles Bilbao, Barcelona, Madri e Valencia, ainda que a Policia civil não descarta que possam aparecer novas vítimas à medida que avance a investigação.

Os dois detentos, que actuavam de forma itinerante utilizando exclusivamente médios telemáticos, têm sido postos a disposição da Secção Civil e de Instrução do Tribunal de Instância de San Vicente do Raspeig.

Como evitar cair numa fraude de aluguer por internet

A Policia civil recorda a importância de extremar as precauções ao procurar moradia por internet. Entre as principais recomendações destacam:

  • Desconfiar de anúncios com preços muito inferiores aos habituais na zona.
  • Não realizar pagamentos ou reservas sem ter visitado previamente a moradia.
  • Verificar a identidade do arrendador e desconfiar de documentos enviados unicamente por transportadora.
  • Utilizar plataformas que ofereçam sistemas de verificação e canais seguros de comunicação.
  • Denunciar de imediato qualquer suspeita de fraude ante as Forças e Corpos de Segurança.

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