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Denunciam a Mapfre, AXA e Linha Direta por subir prima-a do seguro sem avisar

Facua assinala que as grandes seguradoras do país aplicam subidas sistémicas sem respeitar o prazo legal de dois meses

Oficinas de Mapfre   Ricardo Rubio   EP
Oficinas de Mapfre Ricardo Rubio EP

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Milhares de consumidores poderiam estar a pagar mais pelo seguro de seu carro, lar ou moradia sem ter recebido o aviso prévio que exige a legislação. É a advertência que lança Facua, que denuncia que numerosas seguradoras continuam incrementando as primas de suas pólizas sem o comunicar com ao menos dois meses de antelación.

A organização também critica a falta de actuação da Direcção Geral de Seguros e Fundos de Pensões (DGSFP), à que apresentou uma denúncia em abril de 2025 e da que, assegura, segue sem receber resposta mais de um ano depois.

A lei obriga a avisar com dois meses de antelación

Facua recorda que o artigo 22 da Lei 50/1980, de Contrato de Seguro, estabelece que as seguradoras devem comunicar ao tomador do seguro qualquer modificação do contrato ao menos dois meses dantes de que finalize o período em curso.

A associação sustenta que, pese a esta obrigação legal, numerosas companhias carregam directamente o recebo com o preço incrementado sem ter informado previamente ao cliente. Ademais, denúncia que muitas pólizas também não incluem critérios suficientemente transparentes que permitam conhecer como actualizar-se-á a prima.

Cartel de AXA / AXA SEGUROS - EUROPA PRESS
Cartaz de AXA / AXA SEGUROS - EUROPA PRESS

Uma prática "generalizada" no sector

Segundo explica a organização de consumidores, a cada ano recebe dezenas de reclamações de utentes que descobrem o incremento do preço quando o recebo já tem sido carregado em sua conta bancária.

Entre 2023 e 2024, Facua abriu 137 expedientes para reclamar a devolução de quantidades que considera cobradas de forma ilícita. As companhias que concentraram um maior número de reclamações foram:

  • AXA, com o 23% dos expedientes.
  • Mapfre, com o 9%.
  • Caser, também com o 9%.
  • Linha Direta, com o 7%.

A associação considera que esta prática resulta rentável para as seguradoras porque unicamente uma parte dos afectados decide reclamar.

Sem resposta da Direcção Geral de Seguros

Em abril de 2025, Facua transladou a situação à Direcção Geral de Seguros e Fundos de Pensões, organismo dependente do Ministério de Economia, Comércio e Empresa.

Em seu escrito solicitou que se pesquisasse o alcance desta prática e que, se se confirmavam os factos, se abrissem expedientes sancionadores contra as seguradoras que estivessem a incumprir o regulamento. No entanto, a organização afirma que, mais de um ano depois, unicamente tem recebido o acuse de recebo de sua denúncia e desconhece se a administração tem iniciado alguma investigação ou tem adoptado medidas em frente às companhias denunciadas.

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