O preço da bombona de butano disparou-se. A tarifa máxima sobe quase um 16% a partir desta terça-feira, 21 de julho de 2026.
Assim, o custo será de 17,83 euros em frente aos 15,39 euros fixados na última revisão. Um encarecimiento impulsionado pelo fim da rebaja de impostos, segundo a resolução publicada no Boletim Oficial do Estado (BOE).
Factores que influem na subida
A subida desta última revisão tem em conta a finalização da redução temporária do IVA de 21% ao 10% estabelecida pelo Real Decreto-lei 7/2026 e a nova redução temporária do Imposto de Hidrocarburos (IH) que estabelece o Real Decreto-lei 18/2026 de 3,75 euros/tonelada.
A estas medidas acrescenta-se um descenso da cotação das matérias primas (-33,35%) e um forte aumento do custo dos fletes (+51,88%), bem como a depreciación do euro em frente ao dólar (-0,32%), informaram em fontes do Ministério para a Transição Ecológica e o Repto Demográfico. Sem ter em conta esse fim da redução temporária do IVA, o alça no preço da bombona de butano seria de 4,94% com respeito à última revisão.
Um preço que não está liberado
O preço máximo de venda dos gases licuados do petróleo embalados (GLP) em embalagens dentre 8 e 20 kilogramos -a tradicional bombona de butano- não se encontra liberado. Seu valor revisa-se bimestralmente na terceira terça-feira do mês, por resolução da Direcção Geral de Política Energética e Minas, de acordo com a fórmula aprovada na ordem IET/389/2015.
Esta revisão bimestral calcula-se em função do custo da matéria prima (propano e butano) nos mercados internacionais, bem como do custo dos fletes (transporte) e a evolução do tipo de mudança euro-dólar, entre outros elementos, como o custo de comercialização ou a contribuição ao Fundo Nacional de Eficiência Energética. Por outra parte, dita revisão do preço, ao alça ou à baixa, está limitada ao 5%, acumulando-se o excesso ou defeito de preço para seu aplicativo em posteriores revisões.
Gerado um déficit
No caso de não se ter aplicado este limite de 5% ao alça ou à baixa na revisão bimestral nem as medidas fiscais, o preço máximo teria ascendido a 18 euros. Isto implica que se gerou um déficit que terá que recuperasse em sucessivas revisões da tarifa regulada, dentro da citada margem de 5%.
O GLP embalado é uma mistura de hidrocarburos, principalmente composta de butano, que serve como alternativa ao gás natural para seu consumo energético em embalagens a pressão, especialmente em populações ou núcleos urbanos sem conexão à rede de gás natural. Em 2025 consumiram-se 57 milhões de embalagens de GLP de diferentes capacidades. Trata-se de um combustível em retrocesso, já que desde 2021, o consumo total de GLP embalado tem descido mais de 12%.
Adicione Consumidor Global como fonte preferida do Google de forma gratuita
Mantenha-se informado com as últimas notícias da atualidade.