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As oficinas espanholas enchem-se de carros chineses

Os fabricantes chineses têm matriculado 75.024 turismos em Espanha durante o primeiro semestre de 2026, atingindo uma quota de mercado de 12,3%

Ana Siles

Un mecánico repara un coche chino EP

A presença de carros chineses em Espanha ganha terreno. As consultas relacionadas com veículos de marcas chinesas têm aumentado um 214% durante os últimos doze meses e já representam o 9,4% do total de solicitações de peças geridas pelas oficinas, enquanto faz mal dois anos, essa percentagem não atingia o 3%.

Assim o recolhe uma análise realizada por Recomotor, revendedor de peças recuperadas para oficinas e profissionais da automoción, que assinala que a rápida expansão das marcas chinesas já não só está a transformar o mercado de venda de veículos, sina que começa a ter um impacto direto na actividade das oficinas espanholas.

Uma quota de mercado de 12,3%

Segundo os últimos dados do sector, os fabricantes chineses têm matriculado 75.024 turismos em Espanha durante o primeiro semestre de 2026, atingindo uma quota de mercado de 12,3%. Em outras palavras, um da cada dez carros novos vendidos no país já pertence a uma marca chinesa, com MG, BYD e Omoda & Jaecoo concentrando a maior parte desse crescimento.

Uma pessoa numa oficina com um carro / FREEPIK

"O crescimento destas marcas já não só se reflete nas matriculaciones. Estamos a começar a vê-lo claramente nas oficinas. Faz muito pouco as consultas sobre fabricantes como MG ou BYD eram algo pontual e hoje fazem parte do trabalho habitual de muitos profissionais. É uma mudança lógica porque a pós-venta sempre termina refletindo a evolução do mercado uns anos depois", explicam desde Recomotor.

O repto das oficinas

O incremento das consultas não significa que os veículos de fabricantes chineses apresentem uma maior taxa de avarias que outras marcas, sina que a cada vez circulam mais veículos destes fabricantes e começam a entrar em seus primeiros ciclos de manutenção, reparo e substituição de componentes.

No entanto, este crescimento sim está a obrigar a toda a corrente de valor da pós-venta a se adaptar a uma nova realidade. A incorporação de novos fabricantes exige ampliar catálogos, incorporar referências, reforçar a logística e facilitar às oficinas o acesso a peças em prazos competitivos. Quanto à eficiência da pós-venta, actualmente o 78% das peças solicitadas para marcas chinesas pode localizar-se em menos de 48 horas, enquanto um 17% requer entre três e cinco dias. Em tanto, só um 5% das solicitações supera uma semana devido à menor disponibilidade de determinadas referências.

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