Um empregado de banco muda o PIN de uma idosa e rouba-lhe 25.000 euros

A Policia civil detém a um trabalhador de 29 anos acusado de realizar extracções da conta de uma mulher maior, estrangeira e que vive sozinha em Espanha

El banco le da a una persona una cantidad de dinero   Emilio Naranjo   EFE
El banco le da a una persona una cantidad de dinero Emilio Naranjo EFE

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A Policia civil tem detido em Gandía (Valencia) a um empregado de uma sucursal bancária acusado de defraudar 25.000 euros a uma cliente de avançada idade.

Segundo a investigação, o trabalhador teria aproveitado o acesso aos dados bancários da mulher para obter um cartão a seu nome e realizar sucessivas retiradas de dinheiro de sua conta.

A vítima: mulher maior, estrangeira e sem familiares

A vítima era uma mulher de origem estrangeira que vivia sozinha em Espanha desde o fallecimiento de seu marido e que não tinha familiares no país. A Policia civil, que ainda não tem revelado o nome do banco, sustenta que estas circunstâncias foram precisamente as que levaram ao detento à eleger como vítima.

A investigação começou o passado 2 de março, após que a mulher denunciasse os factos ante a Policia civil. Segundo seu depoimento, entre o 16 de janeiro e o 6 de junho realizaram-se diferentes extracções de dinheiro de sua conta utilizando um cartão bancário a seu nome. A quantidade total retirada teria atingido os 25.000 euros.

Una persona saca dinero en el cajero / UNSPLASH
Uma pessoa saca dinheiro no caixa / UNSPLASH

Pediu-lhe que mudasse o PIN adiante dele

Um dos episódios que chamou a atenção dos pesquisadores teve lugar quando a mulher foi à sucursal para descadastrar seu cartão. A cliente tinha ido em várias ocasiões ao banco e, segundo sua declaração, sempre era atendida pelo mesmo empregado.

O trabalhador chegou a pedir-lhe que mudasse adiante dele o PIN de acesso ao aplicativo bancário. Desta maneira, podia comprovar se a nova senha permitia aceder ao aplicativo desde o telefone móvel da cliente.

No entanto, quando a mulher regressou a seu domicílio e tentou entrar em seu aplicativo bancário, descobriu que o PIN não era correto. A Policia civil realizou então diferentes gestões com a entidade bancária para reconstruir o ocorrido. O banco informou aos pesquisadores de que as extracções de dinheiro se tinham efectuado num caixa situado em Gandía.

As câmaras do caixa identificaram ao empregado

Os agentes do área de investigação do Posto Principal de Oliva analisaram as imagens das retiradas de efetivo. O visionado das gravações permitiu identificar ao homem que aparecia realizando as operações. O suspeito resultou ser, segundo a Policia civil, o mesmo empregado da entidade bancária que tinha atendido em repetidas ocasiões à vítima.

Os pesquisadores consideram que o trabalhador, aproveitando sua condição de empregado do banco e o acesso aos dados dos clientes, teria solicitado um cartão a nome da mulher sem sua autorização, já fora em formato físico ou virtual através do aplicativo bancário. Ademais, segundo a investigação, teria conservado o acesso necessário para utilizá-la pese a que a cliente tinha solicitado que fosse descadastrada.

O preso tem sido posto a disposição judicial arguido de um delito continuado de fraude, entregando-se as diligências no Julgado de Instrução número 3 de Gandia.

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