"Eu também tenho alugado este andar": detêm a uma mulher que oferecia moradias que não eram suas
Os inquilinos enganados eram conscientes da fraude quando se apresentavam no mesmo domicílio para se instalar
O drama do aluguer em Espanha está a gerar situações dantescas: infraviviendas que se anunciam como estudos acolhedores, castings que tornam quase em leilões encobertos, com entrevistas pessoais e filtros de solvencia extremos; e uma sensação de asfixia generacional.
Agora, a Polícia Nacional tem detido a uma mulher por defraudar com andares turísticos que oferecia como moradias de aluguer de longa estadia em vários distritos de Madri.
Uma falsa caseira que alugava moradias turísticas
O engano consistia em que ela arrendava uma morada (não se especificou se o fazia através de plataformas como Airbnb) e a oferecia posteriormente a utentes de uma plataforma de aluguer de inmuebles (como poderia ser Fotocasa ou Idealista). Deste modo, esta mulher usurpava a identidade de outras pessoas, fingia ser a proprietária e ensinava as estadias.

Posteriormente assinava contratos com vários inquilinos interessados, que se davam conta do engano quando todos coincidiam no mesmo domicílio para se instalar. Chegaram-se a esclarecer 12 factos cometidos entre junho e setembro do passado ano. A estafadora solicitava um mês de fiança e outro de garantia, chegando a receber mais de 20.000 euros ao todo durante esses meses.
Os inquilinos encontram-se na mesma casa
A investigação iniciou-se no mês de agosto, quando os agentes receberam uma denúncia de uma pessoa que, depois de formalizar um contrato e pagar o sinal lembrado, foi com suas chaves à moradia alugada.
Quando chegou encontrou a outra pessoa que se estava a instalar, manifestando ter alugado também esse inmueble.
Andares turísticos
As moradias mostradas às vítimas eram andares turísticos que previamente alugava com documentação obtida de maneira ilícita. Anunciava-se numa plataforma por Internet e mostrava o andar aos futuros arrendatarios.

Depois de sua identificação, os agentes estabeleceram um dispositivo especial que culminou com a localização da suposta autora, à que detiveram como suposta responsável pelos delitos de fraude e usurpación de identidade, sendo posta a disposição da autoridade judicial. A investigação continua aberta já que não se descarta o aparecimento de novas vítimas.
