Num contexto de crise de moradia, um da cada quatro cidadãos vive de aluguer em Espanha, concretamente o 24%, em frente ao 25% registado em fevereiro de 2025. Assim o reflete um estudo do portal imobiliário Fotocasa.
Estes dados chegam após o crescimento sustentado que experimentou o aluguer entre 2018 e 2021. Desde então, a percentagem de população que vive de aluguer se manteve relativamente estável, se situando ao redor de uma quarta parte do total de cidadãos, segundo os dados do relatório.
A percentagem de proprietários sobe um ponto percentual
Enquanto uma parte importante da população vive numa moradia em propriedade, a percentagem de particulares que podem se considerar proprietários atinge o 59%, um ponto mais que no ano anterior. Deles, um 30% são proprietários únicos de uma moradia e um 32% compartilham a titularidade com outra pessoa em regime de copropiedad.
Os dados mostram como a acumulação patrimonial aumenta de forma progressiva à medida que avançam as diferentes etapas vitais. Assim, o 78% dos maiores de 55 anos são proprietários ou copropietarios diretos de uma moradia, enquanto unicamente o 11% dos menores de 25 anos possui actualmente uma moradia, já seja de forma individual ou compartilhada. Ademais, esta percentagem cai três pontos com respeito ao ano passado, quando marcou um 14%.
Em que comunidades há mais inquilinos
Por zonas, Canárias (31%), Madri (30%) e Cataluña (28%) mantêm-se como as comunidades autónomas onde uma maior proporção de cidadãos vive de aluguer.
Também Baleares mantém uma elevada presença desta fórmula residencial (27%), enquanto em Andaluzia cai ao 22%. Pelo contrário, no ano 2025, as comunidades autónomas com maior percentagem de lares vivendo num inmueble em propriedade foram Castilla e León (81,2%), Cantabria (80,9%), A Rioja (80,7%) e Navarra (80,6%).