Qual é a forma mais inteligente de financiar tuas férias
OCU recorda que, se se precisa liquidez para o período estival, o primeiro é perguntar no banco pela TAE aplicável a um crédito pessoal
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Para um da cada três espanhóis, passar uma semana de férias fora de casa é um luxo impossível de assumir. A escalada selvagem do preço de hotéis, voos e restaurantes tem criado uma barreira insalvable. Assim, enquanto o turismo bate recordes de facturação graças ao bolso estrangeiro, o salário de muitos espanhóis se afoga na orla.
O XV Relatório O Estado da Pobreza da Rede Européia de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social no Estado Espanhol (EAPN-É) recorda que, entre as quatro grandes economias européias, Espanha é o país onde uma maior proporção de pessoas não pode costearse sete dias de desfrute fora de casa, por adiante de Itália (31,4%), França (22%) e Alemanha (20,8%).
Um 18% dos espanhóis não viajará este verão
Por sua vez, o Observatório Saúde Financeira em Espanha 2026, elaborado por SumUp, recolhe que um 18% dos espanhóis não viajará neste ano, uma cifra que se eleva ao 21% entre os maiores de 55 anos.

Entre os que sim fá-lo-ão, milhares de pessoas optam por financiar suas férias, habitualmente através de um empréstimo pessoal. Agora, a Organização de Consumidores e Utentes (OCU) recorda que não é a pior opção, conquanto há outras alternativas, como o pagamento com o cartão de crédito ou, directamente, através da agência de viagens.
Empréstimo pessoal e cartão de crédito
Assim, a entidade indica que o mais inteligente é perguntar primeiro no banco por se tivesse um crédito preconcedido asequible. Os empréstimos, arguye OCU, costumam fixar um custo mínimo a solicitar de 3.000 euros. Para esta quantidade a TAE mais baixa é de 5,75% pára novos clientes com nómina domiciliada e de 6,80% para quem não a domiciliem (ambos casos correspondem ao empréstimo on-line de BBVA). Deste modo, os interesses a doze meses ascenderiam a uns 180 euros.
Quanto ao cartão de crédito, se o consumidor decide adiar o pagamento a 12 meses, deve prestar muita atenção à letra pequena. "A melhor TAE é de 4,29% que é a que oferece Kutxabank com sua Visa Dual (que se traduz num custo total de 45 euros), a pior, uma TAE de 23,85% do cartão Wizink Clique (em cujo caso supõe já um custo de 241 euros)", expõe OCU.

Agências de viagens
Por último, a agência Halcón Viagens "é a que oferece o financiamento menos mau: parte de uma TAE de 15,39% para financiar uma viagem de 2.000 euros a 12 meses (que teria um custo de 160 euros); e a pior Carrefour, com uma TAE de 19,56% (200 euros em interesses)".
Por último, a organização adverte contra a contratação de créditos rápidos para custos pequenos, com TAEs de até o 300%, que poderiam resultar abusivos. Nestes casos e quando se sigam pagando créditos com TAEs superiores ao 30% é factível reclamar com sucesso.
