Onda de calor histórica: esta é a diferença do que gastarás este verão por mês se usas ar acondicionado em vez do ventilador
Europa prepara-se para outra semana extrema: calor recorde, riscos para a saúde e facturas de luz que romeprán o bolso do consumidor
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O calor volta a situar no centro da actualidade européia. Durante os próximos dias, boa parte do continente seguirá baixo a influência de uma situação atmosférica que favorece temperaturas muito acima do habitual para estas datas. A combinação de uma dorsal em altura e uma DANA situada ao oeste da Península Ibéria está a facilitar a chegada de ar muito seco e cálido procedente do norte de África, uma massa que tem encontrado nas altas pressões o palco perfeito para permanecer estancada sobre Europa.
O resultado é uma nova onda de calor que não só afecta a Espanha, sina também a outros países europeus onde os termômetros têm atingido cifras incomuns para um mês de junho. A situação preocupa especialmente porque não se trata de um episódio pontual de umas poucas horas, sina de vários dias consecutivos com valores extremos, noites tropicais e um aumento notável do risco para a saúde.
Portugal e Espanha, baixo aviso de temperaturas extremas
Na Península Ibéria, Portugal enfrenta igualmente jornadas complicadas. O Instituto Português do Mar e dá Atmosfera tem advertido de que o centro e o norte do país poderiam atingir temperaturas históricas para estas datas. Três distritos do norte têm sido situados baixo alerta laranja até a terça-feira.

Espanha, mais habituada a conviver com registros elevados, também não fica à margem. A Agência Estatal de Meteorologia tem avisado de temperaturas "extremamente altas" até o miércoles. O País Basco aparece entre as zonas mais afectadas, com a possibilidade de rozar ou atingir os 40 graus e com avisos de nível vermelho. Entre as recomendações transladadas à população figura manter as janelas fechadas durante as horas a mais calor, ventilar a primeira hora e evitar a exposição solar na faixa central do dia.

A partir da quinta-feira, espera-se um descenso térmico em Europa ocidental, ainda que os valores seguirão sendo muito elevados para a época. No este do continente, em mudança, as altas pressões favorecerão uma subida das temperaturas durante a segunda metade da semana.
França, no centro do episódio
França é um dos países mais golpeados por esta irrupción de ar cálido. Desde esta segunda-feira, o centro e o oeste do país registam temperaturas próprias de pleno agosto, com valores que em algumas cidades superam os 40 graus. Localidades como Rennes, Angers ou Burdeos se situaram ao redor de 15 graus acima do normal para esta época do ano, um desvio que dá mostra da intensidade do episódio.
Segundo os dados difundidos por Météo-France, a temperatura média entre o dia e a noite tem atingido os 29,2 graus, batendo o recorde anterior registado o 30 de junho de 2025. O dado não só reflete o calor diurno, sina também a dificuldade para refrescar as moradias durante a noite, um dos factores que mais afecta ao descanso e à saúde da população vulnerável.
A mudança climática agrava o impacto
Os especialistas fazem questão de que este tipo de episódios são a cada vez mais frequentes, mais longos e mais intensos. A comunidade científica assinala que a mudança climática de origem humana tem contribuído de forma clara a agravar a onda de calor atual. De não existir esse aquecimento acrescentado, as temperaturas poderiam ter sido entre 2 e 4 graus mais baixas.

Essa diferença, aparentemente pequena, resulta determinante quando se fala de saúde pública. Não é o mesmo enfrentar uma jornada de 36 graus que uma de 40, especialmente em zonas pouco acostumadas a estes extremos ou em moradias sem sistemas adequados de referigeração. Os golpes de calor, a deshidratación e o agotamiento térmico convertem-se em riscos reais, sobretudo entre maiores, meninos, pessoas doentes e trabalhadores expostos ao sol.
Mais calor, mais risco no água
As autoridades francesas também têm posto o foco em outro efeito indireto das altas temperaturas: o aumento dos ahogamientos. Quando o calor aperta, crescem as deslocações a praias, rios, piscinas e zonas de bañou, e com isso também os acidentes. Protecção Civil francesa tem informado de treze fallecimientos no mar durante o fim de semana, uma cifra que volta a pôr sobre a mesa a necessidade de extremar a prudência no mar.

Os experientes recomendam evitar mudanças bruscas de temperatura, não se banhar em zonas não vigiadas por socorristas ( evitar calas perdidas e pococ conhecidas), prestar especial atenção aos menores ( asi como lhes pôr luvas) e não entrar ao água após comidas copiosas, consumo de álcool ou esforços intensos. Em dias de calor extremo, o banho pode ser um alívio, mas também exige precaução.
Ventilador ou ar acondicionado? O calor também se nota no bolso
Para além da saúde, a onda de calor abre outro debate muito quotidiano: quanto custa manter uma casa soportable durante estes dias. A cada verão, milhões de lares voltam a fazer-se a mesma pergunta: Ventilador ou ar acondicionado?
@pulsosolarrenovables Que consome mais em verão um ventilador ou um ar acondicionado? Descobre quanto consome realmente a cada um e qual é a melhor opção para manter tua casa fresca sem disparar a despesa elétrica. E se tens placas solares, grande parte do consumo do ar acondicionado pode sair-te praticamente grátis durante as horas de sol. ☀️ Segue-nos pára mais conselhos sobre como poupar em tua factura da luz.
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A diferença económica entre ambos sistemas é considerável. Um ventilador convencional consome ao redor de 60 vatios. Se utiliza-se oito horas diárias durante um mês, a despesa aproximada seria de 14,4 kilovatios hora. Com um preço de referência de 15 céntimos por kWh, o custo mensal rondaria os 2,16 euros.
O ar acondicionado oferece um alívio muito maior porque sim reduz a temperatura da estadia, mas seu consumo também é muito superior. Uma equipa regular pode gastar uns 1.500 vatios. Usado oito horas ao dia durante 30 dias, o consumo ascenderia a 360 kWh, o que traduzir-se-ia nuns 54 euros mensais.

A comparação é clara: o ar acondicionado pode multiplicar por mais de vinte o custo de um ventilador. O primeiro enfría para valer; o segundo move o ar e gera sensação de frescor. Em plena onda de calor, muitas famílias optarão por combinar ambos, procurando um equilíbrio entre confort, saúde e uma factura elétrica que não se dispare.


