Os fechamentos em falso podem causar problemas. De jogar com a ilusão de que algo está terminado quando em realidade não o está sabem bastante Christopher Nolan ou Scorsese, mas não faz falta ir ao cinema ou à literatura para ver exemplos. O Banco de Espanha é muito consciente deste problema, pelo que agora tem recordado aos clientes de entidades financeiras que, se desejam cancelar uma conta, devem o solicitar expressamente a sua entidade.
"Não vale com retirar todo o dinheiro e a deixar a zero, já que a conta continua operativa e pode seguir gerando cargos", alertam. As "contas inativo", de facto, supõem um problema habitual para os clientes bancários. "O titular não sabe, muitas vezes, que sua conta segue ativa e se o sabe, ignora que possam lhe cobrar comissões de manutenção", alerta o organismo liderado por José Luis Escrivá.
Quais são os erros mais comuns
As situações mais habituais, tal e como descreve o Banco de Espanha, são as seguintes:
- Pessoas que crêem ter cancelado a conta, mas às que a entidade financeira reclama tempo depois uma dívida acumulada por comissões.
- Clientes que abriram uma conta e, com o tempo, descobrem que seu saldo tem desaparecido total ou parcialmente devido a estes cargos.
"As entidades financeiras devem informar-te se detectam que tens uma conta ou depósito sem actividade aparente e te advertir expressamente de que podem seguir se gerando despesas e comissões", reconhece o Banco de Espanha.
O banco deve informar-te
Ademais, ainda que o contrato de conta preveja que as comunicações se realizem através da banca eletrónica, "não basta apenas que te deixem um aviso em teu buzón digital: a entidade deve assegurar-se de que a informação te chegue efectivamente, recorrendo também a outros canais de comunicação habituais, como o telefone e o correio eletrónico".
Por outra parte, a nível legal, uma conta considera-se oficialmente "abandonada" quando não tem registado nenhum movimento durante 20 anos. Decorrido este tempo, os fundos passam a ser propriedade do Estado. De facto, o Estado se embolsó em 2024 mais de 18 milhões de euros por saldos abandonados.