As fraudes têm encontrado um novo território fértil: a transportadora privada. Em 2025, Telegram converteu-se na plataforma onde mais têm crescido as fraudes, com um incremento de 233% nos casos reportados, segundo a quarta edição do Relatório sobre Segurança do Consumidor e Delitos Financeiros publicado por Revolut.
O estudo constata uma mudança de tendência no ecossistema digital. Os estafadores estão a abandonar progressivamente as redes sociais tradicionais para refugiar-se em meios criptografados. Em Espanha, Telegram já concentra o 22% das fraudes denunciadas, enquanto a nível global representa o 21% do total.
A migração ao chat encriptado
Ainda que as plataformas de Meta -matriz de Facebook e Instagram- seguem acumulando o 44% das fraudes reportadas em todo mundo, o crescimento mais acelerado se produz em Telegram. Os casos detectados neste aplicativo têm-se triplicado em mal um ano.
"Os dados recopilados por Revolut confirmam a mudança do paradigma na natureza das fraudes e fraudes, já que começam a abandonar as redes sociais tradicionais para refugiar na transportadora encriptada. Este trasvase exige uma resposta conjunta de todo o sector digital e de telecomunicações para blindar aos consumidores", acrescenta o estudo.
Compras e falsas ofertas de emprego: as iscas mais eficazes
Em Espanha, as fraudes vinculadas a compras on-line foram as mais frequentes em 2025 e representaram o 53% dos casos denunciados. No entanto, o maior salto produz-se nas falsas ofertas de emprego.
A nível mundial, este tipo de engano tem-se triplicado interanualmente e já supõe o 22% da fraude global. Telegram converteu-se no principal canal para este tipo de delito. O 58% das fraudes trabalhistas detectadas originam-se nesta plataforma.
TikTok cresce, Meta resiste
Ainda que Meta volta a situar-se por quarto ano consecutivo como a principal origem da fraude em termos absolutos, o mapa digital se fragmenta.
Além de Telegram, TikTok regista um crescimento significativo. Ainda que o volume total de fraudes é menor que em outras redes, os casos detectados se multiplicaram por seis no último ano.