Stellantis retira um milhão de carros por risco de incêndio: estes são os modelos afectados

O fabricante constatou que os automóveis "podem apresentar um problema de ligação elétrica na cablagem da bomba da direção assistida eletro-hidráulica"

Um carro em chamas e vários bombeiros / PEXELS
Um carro em chamas e vários bombeiros / PEXELS

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O grupo Stellantis, um dos maiores gigantes automóveis do mundo, lançou uma operação de revisão de 1,3 milhões de veículos todo o terreno da sua marca Jeep vendidos nos últimos anos depois de detectar que nalguns casos há risco de incêndio por uma falha numa conexão elétrica.

Numa declaração transmitida nesta terça-feira, Stellantis explicou que pôr-se-á em contacto com os proprietários desses veículos, os modelos Jeep Wrangler e Jeep Gladiator fabricados entre 2021 e 2025. A ideia é que os afectados possam assim contactar com o seu concesionário e programar uma data para a revisão.

Stellantis detecta o erro

Tudo deriva de uma investigação interna do fabricante que determinou que alguns modelos "poderiam apresentar um problema de conexão elétrica na cablagem da bomba de direcção assistida electroidráulica".

Un Jeep / UNSPLASH
Um Jeep / UNSPLASH

A consequência é que "às vezes isto poderia provocar o sobreaquecimento de materiais combustíveis, com o consiguente risco de incêndio do veículo". À espera de que os mecânicos examinem o estado dos carros, Stellantis aconselha os proprietários que estacionem longe de edifícios e de outros veículos.

Dados da companhia

Esta notícia chega num contexto positivo para a companhia: o grupo Stellantis prevê chegar a um volume de negócio de 190.000 milhões de euros para o ano 2030 se se cumprem os objectivos marcados na sua nova folha de rota internacional apresentada no seu 'Investor Day'.

A entidade reportou recentemente que espera conseguir um fluxo de caixa positivo a nível industrial face a 2030, incrementando o seu valor até os 6.000 milhões dentro de cinco anos. Ao mesmo tempo, as estimativas apresentadas no 'Investor Day' do conglomerado anitcipam 7% na margem operacional da companhia, O dono de marcas europeias como Peugeot, Citroën ou Fiat anunciou que espera reduzir os seus custos em 6.000 milhões de euros para 2028 (3.000 milhões somente nos Estados Unidos) mediante o programa 'Avalie Creation' de optimização de custos, com o que pretende ganhar competitividade nas suas fábricas.

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