A mudança climática obriga a Rioja a reinventarse. A Denominação de Origem Qualificada (DOCa) iniciará a vendimia nesta quinta-feira, 6 de agosto, o que supõe um recorde histórico para uma denominação acostumada a que a campanha se desenvolva dois meses depois.
Assim o anunciou Viñedos de Aldenueva, a maior cooperativa de Rioja, que costuma marcar o início da vendimia nesta região, Navarra e País Basco ao recolher variedades de uva branca, depois de realizar diferentes controles nesta segunda-feira.
Uma uva muito adiantada em maduración
Abel Torres, diretor geral de Viñedos de Aldenueva, tem relatado em declarações a Efe que têm comprovado como a uva se encontra muito adiantada em maduración.
Ainda que tem precisado que prevêem esperar logo vários dias para recolher outras variedades brancas e possivelmente mais duas semanas para a uva tinta.
O calor e a seca adiantam a vendimia
Em qualquer caso, o diretor assume que "o que vai passar nesta semana é um recorde em tempo, com muita diferença, porque todo o processo da uva, a floração, o cuajado e o envero também se moveu em tempos de recorde". Sobretudo, devido ao calor de meses como maio e junho.
Ademais, a falta de chuva nas últimas semanas tem feito que tomem esta decisão "para que o fruto não se estrague, porque está a sofrer".
A falta de água nas vinhas
Estas circunstâncias fazem que os técnicos prevejam "outro ano raro" em Rioja porque, "ainda que a previdência dos frutos é agora muito boa e se pôde poupar em tratamentos, agora mesmo há que regar as vinhas e isso encarece o processo.
A falta de água "faz que os frutos percam peso" e por isso, "ainda que a colheita será maior que a do ano passado, se não chove não será muito ampla", pronostica o responsável por Viñedos de Aldeanueva.
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