Problemas de alergia? Os hospitais de Madri onde conseguir dantes uma cita com o especialista

Com a primavera aparecem as molestas alergias e as consultas se colapsan. Conhecer que hospitais apresentam menores tempos de espera permite aos pacientes a aceder dantes ao alergólogo e controlar melhor uma patologia que pode ser muito limitante

Profesionales de un hospital en el que se han reducido los tiempos de espera
Profesionales de un hospital en el que se han reducido los tiempos de espera

Ouve o artigo agora…

0:00
0:00

Seus sintomas são bem conhecidos e muito molestos: estornudos, congestionamento nasal, picor de olhos ou dificuldade para respirar. O aumento dos níveis de polen no ambiente converte nestes meses num período especialmente complicado para quem padecem alergia. Mais ainda esta primavera, quando grande parte da Comunidade de Madri (CAM) apresenta altas concentrações devido às chuvas continuadas dos últimos meses. Em consequência, as consultas com o especialista registam agora um incremento significativo da demanda.

A alergología não só permite confirmar a origem dos sintomas mediante provas específicas, sina que também facilita o acesso a tratamentos personalizados, desde antihistamínicos e corticoides até inmunoterapia (vacinas para a alergia). O quanto antes realizem-se as provas dantes podem controlar-se os sintomas e evitar complicações, especialmente em pessoas com asma ou alergias severas.

Hospitais madrilenos de rápido acesso

Os tempos de espera para conseguir uma cita com o alergólogo não são iguais em todos os hospitais, o que pode influir na rapidez com a que os pacientes recebem diagnóstico e tratamento. Os últimos dados do Serviço de Saúde Madrileno (SERMAS), correspondentes ao mês de fevereiro, revelam diferenças notáveis.

Entre os de alta complexidade (Grupo 3), o Hospital Fundação Jiménez Díaz (FJD) destaca por ser o único no que é possível receber atenção em menos de um mês, com uma espera média de 16,91 dias. No resto dos centros de sua categoria, demora-a já supera essa ombreira. O Hospital Gregorio Marañón regista um tempo médio de 32,02 dias, seguido do Hospital Universitário dA Princesa, com 37,66 dias. A partir daí, as esperas alongam-se para além dos dois meses: 75,69 dias no Clínico San Carlos e 84,6 dias em La Paz. Superam os 100 dias o 12 de Outubro, com 115,01 dias, e o Porta de Ferro Majadahonda, com 226,95 dias.

Dos doctores consultan las listas de espera en los hospitales madrileños / FREEPIK - @Drazen Zigic
Dois doutores consultam as listas de espera nos hospitais madrilenos / FREEPIK - @Drazen Zigic

Nos hospitais em media complexidade (Grupo 2), com um menor volume de pacientes que atender, assim cone casos menos complexos, destacam por seus menores tempos de espera o Hospital Universitário Infanta Leonor, com 5,86 dias, seguido do Hospital Universitário de Torrejón, com 7,04 dias, e o Hospital Universitário Rei Juan Carlos, com 12,9 dias. Também se situa por embaixo dos 15 dias o Hospital Universitário Geral de Villalba, com 14,25 dias.

A partir daí, las demoras aumentam de forma progressiva: 35,12 dias no Hospital Universitário Príncipe de Astúrias; 43 dias no Hospital Universitário de Getafe; 44,12 dias no Hospital Universitário Severo Ochoa; e 46,61 dias no Hospital Central da Defesa Gómez Ulla. Acima dos dois meses encontram-se o Hospital de Alcorcón, 60,94 dias, e o Hospital Infantil Universitário Menino Jesús,62,3 dias, enquanto o Hospital de Fuenlabrada regista a maior demora, com 158,69 dias.

Nos hospitais de menor complexidade (Grupo 1), onde a pressão asistencial costuma ser mais contida já que têm um enfoque mais local e costumam oferecer serviços básicos e especialidades menos complexas, os tempos de espera se mantêm em níveis reduzidos. Destaca o Hospital Universitário do Tajo (Aranjuez), com 4,47 dias; seguido do Hospital Universitário Infanta Elena (Valdemoro), com 17,4 dias; e do Hospital Central da Cruz Vermelha San José e Santa Adela (Madri), com 20,6 dias. Muito próximo situa-se o Hospital Universitário Infanta Cristina (Parla), com 21,93 dias. A maior distância encontram-se o Hospital Universitário do Henares (Coslada), com 51,32 dias, e o Hospital Universitário do Sudeste (Arganda do Rei), com 88,87 dias, que regista a maior demora dentro deste grupo.

Baixam os tempos de espera para consultas externas

Os tempos de espera para o conjunto de consultas externas em Madri, segundo os últimos dados do SERMAS do mês de fevereiro, têm baixado, apesar do aumento da pressão asistencial, com 730.000 pacientes em espera estrutural. Demora-a média para uma primeira consulta desceu até os 64,09 dias, em frente aos 69,45 de janeiro, o que supôs um descenso a mais de cinco dias num sozinho mês. Esta melhora acompanhou-se, ademais, de um maior número de pacientes resolvidos nos primeiros trechos e de uma redução moderada daqueles que superaram os 90 dias.

A redução dos tempos de espera em consultas apoiou-se no incremento da actividade asistencial. O número de pacientes atendidos em consultas externas cresceu de forma notável ao passar de 338.059 em janeiro a 393.033 em fevereiro, isto é, 54.974 atenções mais num sozinho mês. Este aumento produziu-se num contexto de maior dinamismo do sistema, com um incremento tanto das entradas como das saídas, que atingiram as 465.769. Por sua vez, a taxa de pacientes atendidos pela cada 1.000 habitantes situou-se em 54,78, o que reforça a melhora da capacidade asistencial neste nível.

Os hospitais madrilenos têm implementado nos últimos anos estratégias para melhorar a eficiência no acesso às consultas externas. A digitalização do processo de citación, a incorporação de sistemas de triaje e a optimização dos recursos humanos têm sido fundamentais para melhorar a capacidade de atenção nestas instituições. A livre eleição de centro e o sistema de colaboração público-privada também tem permitido, desde sua instauración, aliviar o ónus que suportam os hospitais públicos.