AllZone, Ticketmaster e Vodafone encabeçam a lista de companhias com mais queixas dos utentes em Espanha durante 2025, segundo os dados recopilados a partir a mais de 100.000 reclamações tramitadas ao longo do ano.
O ranking da Organização de Consumidores e Utentes (OCU) reflete um padrão claro: as incidências concentram-se na venda on-line, os espectáculos e os serviços de telecomunicações, três sectores onde também se intensificaram as acções de organizações de defesa do consumidor.
Ranking das empresas mais reclamadas em 2025
- AllZone – 5.207 reclamações
- Ticketmaster – 2.603
- Vodafone Espanha – 1.603
- Wallapop – 1.384
- Farmaferoles – 1.265
- Endesa Energia – 1.231
- eDreams – 1.147
- Cecotec – 1.046
- Druni – 1.033
- Correios Express – 994
- Amazon – 957
- Herbolario Medicinal – 947
- O Corte Inglês – 894
- MediaMarkt – 877
- Mordomias em Compras – 856
- Ecoscooting – 821
- Credaliras – 776
- Movistar – 774
- Ryanair – 770
- Booking.com – 755
AllZone, baixo a lupa de Consumidor Global
O caso de AllZone é, sem dúvida, o mais alarmante do ano. Com mais de 5.200 queixas, suas reclamações multiplicaram-se por 20 em mal uns meses. O padrão denunciado pelos utentes é sempre o mesmo: pedidos de tecnologia que nunca chegam e um silêncio administrativo que deixa ao cliente sem produto e sem dinheiro.
Como já tem adiantado em múltiplos ocasiones Consumidor Global, depois de pesquisar o modus operandi desta loja on-line, a situação tem chegado já aos tribunais. Depois de várias tentativas frustradas de mediação, a OCU tem apresentado uma conciliação judicial para exigir que a empresa reconheça os atrasos sistémicos e devolva de imediato os custos adeudados.
O caos dos concertos: de Bad Bunny a BTS
No âmbito do lazer, Ticketmaster consolida-se como a plataforma que mais dores de cabeça gera aos fãs. Se em anos anteriores o foco esteve nas irregularidades durante a venda de entradas de Bad Bunny, este 2025 e princípios de 2026 o caos repetiu-se com o evento de BTS.
Cobranças duplicadas, sistemas de bicha que expulsam ao utente e a falta de transparência na atribuição de assentos são as queixas recorrentes. Este meio tem seguido de perto a denúncia dos utentes, assinalando como as plataformas de venda de entradas parecem inmunes às sanções apesar do volume em massa de afectados.
O volume de queixas de Vodafone
Por último, Vodafone mantém-se como o líder indiscutible em queixas dentro do sector das telecomunicações. Se analisamos o período 2023-2025, a operadora vermelha acumula para perto de 7.400 queixas. Os problemas não só se centram na qualidade do serviço técnico, sina especialmente na gestão das altas e baixas e as discrepâncias na facturação.
Esta trajectória coincide ponto por ponto com as denúncias que Consumidor Global tem publicado sobre o serviço de atenção ao cliente da companhia, com frequência criticado por sua ineficacia para resolver problemas que terminam se convertendo em reclamações oficiais.
Sectores no ponto de olha
Mais de um terço das queixas registadas em 2025 têm que ver com bens de consumo (eletrónica, roupa, lar). No entanto, sectores como a energia (com Endesa à cabeça) e os serviços postales (com Correios Express e Seur baixo o foco) também mostram uma tendência ao alça na conflictividad.
A conclusão deste relatório anual é clara: a denúncia pública e judicial converteu-se na única via efetiva para que as empresas rectifiquem suas políticas de atenção ao cliente.