Live Nation e Ticketmaster suscitaram a animosidade de muitos consumidores devido a uma combinação de tarifas abusivas (com molestísimos despesas de gestão), falta de transparência e o controle quase total que exercem sobre a indústria da música ao vivo. Ao dominar tanto a gestão dos recintos (Live Nation) como a venda de entradas (Ticketmaster), eliminaram grande parte da concorrência real.
Por isso, o Governo dos Estados Unidos intentou uma ação antimonopólio contra este gigante da venda de bilhetes. No entanto, há alguns dias, a Live Nation chegou a um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos para encerrar o processo. De acordo com a informação publicada pela imprensa norte-americana, a Live Nation cedeu e aceitou permitir a utilização de "vários fornecedores" na venda de bilhetes, em vez de recorrer exclusivamente à Ticketmaster.
Live Nation e a sua relação com os artistas
Ademais, a partir de agora, a Live Nation permitirá que os artistas recorram a outros promotores durante a sua digressão de concertos e que a companhia compense economicamente os estados que adiram ao acordo.
Não obstante, num comunicado, a promotora geral de Nova York, Letitia James, que fazia parte da querela, denunciou que o acordo não abordava o monopólio central do caso e beneficiaria a Live Nation a custa dos consumidores.
A falta de escrúpulos dos vendedores da Ticketmaster
Agora, a Bloomberg continuou a investigar a falta de escrúpulos da Live Nation e publicou uma reportagem em que revela como dois responsáveis da Ticketmaster se vangloriavam de enganar os utilizadores, cobrando-lhes valores exorbitantes por determinados serviços.
Assim, foram publicadas mensagens de Ben Baker e Jeff Weinhold, dois diretores regionais da Live Nation, que incluem frases como "roubamos-lhes com os olhos fechados" ou "estas pessoas são tão estúpidas que quase me sinto mal por me aproveitar delas". As mensagens datam de 2022.
Denúncias contra a Live Nation
Comvém lembrar que, em Espanha, Facua tem carregado contra Live Nation em várias ocasiões. A última foi em fevereiro, quando denunciou a promotora dos concertos de Bruno Mars que celebrar-se-ão durante o mês de julho em Madrd, por impor durante o processo de compra despesas de gestão de até 19,50 euros.
Ademais, Live Nation cobrava um custo extra em conceito de Platinum que varia em função da oferta e da procura. A denúncia apresentou-se junto da Direcção Geral de Consumo do Ministério de Direitos Sociais, Consumo e Agenda 2030.
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