O preço da gasolina dispara a inflação em agosto a sua taxa mais alta desde 2023

O custo dos combustíveis impulsiona o IPC, que sobe sete décimas com respeito a julho, enquanto a inflação subjacente se modera até o 2,9%

Surtidores de combustible en una gasolinera de Repsol   Jesús Hellín   EP
Surtidores de combustible en una gasolinera de Repsol Jesús Hellín EP

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A inflação disparou-se em Espanha até o 4,3% em agosto, sete décimas mais que em julho, quando o Índice de Preços de Consumo (IPC) se situou no 3,6%.

Trata-se da taxa mais alta desde fevereiro de 2023, segundo o dado adiantado publicado nesta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O preço dos combustíveis, o grande culpado

O repunte dos preços tem como principal responsável ao encarecimiento dos combustíveis e lubrificantes para veículos pessoais.

O comportamento contrasta especialmente com o de agosto de 2025, quando estes produtos se abarataron. O efeito sobre a inflação é, por tanto, especialmente significativo ao comparar com uma base de preços mais baixa do ano passado.

Un conductor rellena el depósito de su coche / EP
Um condutor recheia o depósito de seu carro / EP

Volta o desconto de 20 céntimos para o diésel

A evolução dos combustíveis produz-se num contexto marcado pela persistência do conflito em Oriente Médio e pelo início da retirada de algumas das medidas fiscais que se tinham posto em marcha para conter seu impacto.

A forte subida do gasóleo tem chegado inclusive a activar a cláusula prevista no decreto de medidas para conter as consequências económicas da guerra. Como consequência, desde o 1 de setembro a rebaja do imposto de hidrocarburos aplicada ao diésel será de 20 céntimos por litro, em frente aos cinco céntimos inicialmente previstos para esse mês.

No caso da gasolina, a ombreira estabelecida não se superou, pelo que se mantém o calendário ordinário de retirada gradual das ajudas. Assim, em setembro a rebaja será de cinco céntimos por litro. A electricidade e o gás, por sua vez, continuarão suportando um IVA de 21%, uma circunstância que também afecta directamente ao custo dos lares.

Os alimentos baixam menos que no ano passado

Ainda que a energia leva-se o protagonismo, o grupo de alimentos e bebidas não alcohólicas também tem posto seu grão de areia neste repunte de 4,3%. Segundo adianta o INE, os alimentos têm baixado menos durante este agosto do que o fizeram no mesmo mês do ano passado.

Para saber exactamente que produtos da cesta da compra se têm encarecido mais, terá que esperar ao próximo 15 de setembro, data na que o INE publicará os dados definitivos e desmembrados.

A inflação subjacente baixa até o 2,9%

Dentro da escalada geral, o dado positivo contribui-o a inflação subjacente (aquela que exclui os alimentos não elaborados e os produtos energéticos por ser os mais voláteis). Esta taxa estrutural moderou-se uma décima em agosto, baixando até o 2,9%.

Por último, o Índice de Preços de Consumo Harmonizado (IPCA) —o indicador que permite comparar nossa inflação com o resto de Europa— se situou no 4,5% em taxa interanual (seis décimas acima de julho), com um aumento mensal de 0,6%.

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