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Puñetazos no balcão de Ryanair depois de tentar cobrar a bagagem a um passageiro

O viajante de um voo com destino a Madri agride a um empregado depois de ser advertido sobre o excesso de importância de sua mala no aeroporto de Palma de Mallorca

Ana Carrasco González

Varias personas esperan ser atentidas en una ventanilla de Ryanair Lorena Sopêna EP

Um empregado de Ryanair tem tido que receber assistência sanitária depois de ser agredido fisicamente por um passageiro no Aeroporto de Palma (São Sant Joan).

O detonante do acontecimento, ocorrido na passada sexta-feira a meio dia, foi uma discussão pelo peso da bagagem, uma situação que se voltou a cada vez mais frequente e conflictiva nos balcões de facturação.

Uma discussão que acabou em agressão física

Segundo tem informado o sindicato de Comissões Operárias (CCOO), os factos tiveram lugar na zona de facturação quando um passageiro, que se dispunha a embarcar num voo da rota Palma-Madri, foi interceptado por um trabalhador da aerolínea irlandesa. O empregado indicou-lhe que sua bagagem excedia o peso permitido estipulado em seu bilhete.

Passageiros esperam nos balcões de facturação de Ryanair / EP - CARLOS LUJÁN

O que começou como um intercâmbio de palavras sobre o regulamento de bagagem escalou rapidamente. O passageiro reagiu de forma violenta, propinando vários puñetazos na cara ao trabalhador, quem teve que ser atendido pelos serviços sanitários do aeroporto devido às lesões sofridas no rosto.

O hartazgo dos passageiros pela política de bagagem

Ainda que a violência física é injustificable baixo qualquer circunstância, este incidente põe de manifesto o clima de crispação que se vive nas portas de embarque. Milhares de utentes denunciam a diário em redes sociais e foros de viagens o estrés que geram as políticas de bagagem de companhias como Ryanair, Vueling ou EasyJet. Cabe recordar que o Ministério de Consumo impôs multas por valor de 179 milhões de euros a cinco companhias --Ryanair, pior parada— por práticas conceituadas abusivas, como a cobrança adicional pela bagagem de mão ou a falta de clareza nos preços.

A queixa mais habitual entre os viajantes não é só o preço –cobrar suplementos que às vezes superam o custo do bilhete por uma mala de cabine–, sina a arbitrariedad nos controles. Muitos passageiros sentem que jogam a uma "loteria": enquanto em alguns voos permite-se o passo com mochilas ligeiramente abultadas, em outros se aplica um critério inflexível que obriga a pagar tarifas desorbitadas no último minuto por centímetros ou gramas de diferença. Esta divergência de critérios, que com frequência recae sobre a decisão subjetiva do empregado de turno, gera situações de impotencia que, lamentavelmente, em ocasiões derivam em conflitos.

CCOO exige medidas urgentes a Aena

Ante a gravidade dos factos, o sindicato CCOO tem condenado energicamente a agressão, qualificando-a de "do todo inadmissível". "Nos solidarizamos com o trabalhador agredido e reclamamos uma revisão das atuais medidas de segurança", tem manifestado a organização num comunicado oficial.

O sindicato tem anunciado que contactará directamente com Aena para revisar os protocolos atuais. Advertem que não se trata de um facto isolado e exigem que as companhias aéreas sejam conscientes das situações de risco que suas próprias normativas podem provocar.