O roscón de Reis é o doce favorito dos espanhóis: estas são todas as unidades que se vendem
Os consumidores optam pelas versões clássicas de deste doce, que se pode comprar em supermercados e obradores artesãos
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O 6 de janeiro acerca-se e com ele, no tradicional dia de Reis. Um ano mais, o consumo dos roscones de Reis mantém-se estável e converte-se no postre favorito dos espanhóis.
A Associação Espanhola da Indústria de Panadería, Bollería e Pastelería (Asemac) estima que consumir-se-ão 30 milhões de roscones, com o recheado de nata como a variedade mais representativa. Também há oco para a inovação, já que a cada ano novos sabores se abrem passo como o da tarta de queijo ou o pistacho.
A versão clássica segue sendo a favorita
"O recheado de nata segue sendo, com ampla diferença, a variedade mais estendida e representativa do mercado espanhol", tem detalhado a associação pastelera. Segue-lhe o recheado de trufa ou chocolate, que se consolidou como a segunda opção mais habitual entre os consumidores espanhóis, com uma penetração "muito elevada".

Enquanto o roscón o roscón recheado de creme pastelera mantém um peso também relevante, ainda que algo menor, especialmente em determinados operadores, tem precisado a associação.
Os novos sabores conquistam paladares
Para além dos diferentes sabores, o roscón tradicional sem recheado continua ocupando um lugar destacado na oferta, o que reflete, para Asemac, a convivência entre inovação e respeito pela receita clássica.
Nata, trufa ou chocolate são os recheados mais frequentes e habituais. No entanto, também há sabores mais inovadores, como o de pistacho ou outras edições especiais. Agora bem, estes têm uma presença minoritária e pontual, sócia principalmente a campanhas concretas.
Rei de reis
Os consumidores espanhóis podem encontrar uma ampla variedade de produtos doces de Natal nos supermercados. Desde turrón, mazapanes e polvorones, até panettones e pandoros. Mesmo assim, o doce favorito destas datas segue sendo o roscón de Reis.

Assim o confirmou a associação de pasteleros artesãos da Comunidade de Madri (Asempas). Só nesta comunidade autónoma se vendem mais de 2,9 milhões de unidades, segundo os dados da entidade.
Formatos mais pequenos e com menos açúcar
Os pasteleros artesãos de Madri têm notado uma adaptação deste doce para formatos mais pequenos, especialmente peças de 500 gramas, pensadas para tipos de famílias com menos membros.
Também se produziu uma redução do açúcar nas receitas tradicionais, com variedades aptas para intolerâncias, como roscones sem gluten e sem lactosa.
Um consumo que se estende para além de Natal
Os consumidores optam, em especial, por produtos elaborados de forma artesanal, sem conservantes nem aditivos e consumidos horas após sua elaboração. Isto evidência a crescente demanda de artigos frescos e a mais qualidade, segundo tem indicado a associação.

A desestacionalización do produto tem levado ao roscón a encontrar-se nos obradores madrilenos desde novembro, um sinal "claro" de sua expansão para além da campanha tradicional de dezembro e janeiro. "Seu consumo estende-se já a momentos quotidianos como o café da manhã ou a merienda", tem destacado Asempas.
Pistacho, chocolate de Dubái e Lotus
Tal e como tem confirmado a associação da indústria pastelera, o recheado de pistacho se abriu caminho entre os sabores tradicionais, uma tendência que se pode ver também em outros produtos não só doces.
Os supermercados têm advertido o interesse dos consumidores por este fruto seco e têm incluído em sua faixa de Natal roscones com pistacho, como Carrefour, O Corte Inglês ou Lidl. Além de outras empresas pasteleras que se uniram à moda do roscón de chocolate de Dubái ou o de bolacha da marca Lotus


