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Ikea recorta 850 empregos e abandona as grandes lojas das afueras para baixar seus preços

O gigante sueco dos muebles enfrenta-se a uma reestruturação organizativa impulsionada pelo descenso da demanda e o aumento dos custos

Una de las grandes tiendas de Ikea a las afueras de Madrid   Eduardo Parra   EP
Una de las grandes tiendas de Ikea a las afueras de Madrid Eduardo Parra EP

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Inter Ikea Group, a companhia proprietária da marca e franquiciadora da multinacional sueca em todo mundo, tem anunciado que recortará ao redor de 850 empregos a nível global, incluídos uns 300 postos em Suécia, dentro de um plano para reduzir custos e adaptar à queda do consumo.

A empresa, que opera em 63 países, tem reconhecido que atravessa um momento complicado marcado pela redução da demanda, o aumento de custos e as novas pressões derivadas dos impostos impostos por Estados Unidos.

Ikea procura ser mais barata para recuperar clientes

"Inter Ikea Group voltou-se demasiado complexo e fragmentado num meio varejista que exige simplicidad e rapidez", tem explicado Henrik Elm, diretor financeiro da companhia.

A multinacional sueca tem deixado claro que sua prioridade passa agora por voltar a ser mais competitiva em preço, num momento no que os consumidores têm reduzido a despesa em produtos para o lar devido à inflação e a incerteza económica.

Logo de Ikea / UNSPLASH
Logo de Ikea / UNSPLASH

Os três grandes objectivos de Ikea

Segundo tem explicado a empresa, sua nova folha de rota centrar-se-á em três grandes objectivos: impulsionar o crescimento de vendas, reduzir significativamente os preços e aumentar o tráfico de clientes em suas lojas

"Hoje em dia, a asequibilidad é mais importante que nunca", tem afirmado Elm, que defende que uma estrutura empresarial mais singela permitirá tomar decisões mais rápidas e reduzir despesas operativas.

Soma 1.650 empregos recortados

O ajuste anunciado por Inter Ikea chega mal uns meses após outro importante recorte dentro do universo Ikea. Em março, Ingka Group, o maior revendedor de Ikea no mundo e responsável pela maioria de suas lojas físicas, já anunciou uma reordenação interna que supôs a eliminação de 800 postos de trabalho.

Com ambos movimentos, o gigante sueco soma já 1.650 empregos recortados em poucos meses, evidenciando uma profunda transformação dentro da companhia.

Adeus às grandes lojas: Ikea aposta por locais urbanos

Além do ajuste trabalhista, Ikea também está a mudar seu modelo comercial. A companhia está a reduzir sua dependência das grandes superfícies localizadas nas afueras das cidades e aposta cada vez mais por lojas mais pequenas nos centros urbanos, com o objectivo de captar novos clientes e aumentar a frequência de compra.

Esta mudança responde ao novo comportamento do consumidor, que procura compras mais rápidas, próximas e adaptadas ao comércio omnicanal.