A ficção dispara as vendas de livros em Espanha: cresce um 16% no primeiro semestre de 2026
O mercado editorial cresceu um 3,9% nos primeiros seis meses e poderia superar os 1.300 milhões de euros neste ano
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A venda de livros em Espanha mantém-se ao alça. No primeiro semestre de 2026, tem registado uma subida de 3,9% e estima-se que fechará no ano com uma alça ainda maior, atingindo os 1.300 milhões de euros, segundo os dados apresentados no Fórum Edita pela consultora de mercado GFK.
"É crescimento sobre o crescimento, há que dizer, e é boa notícia. O sector do livro impresso segue ao alça de forma ininterrumpida desde a pandemia", tem explicado Ignacio López, Head of Market Inteligence em GKF.
O 'milagre ibério'
De seguir assim, superar-se-iam os bons dados de 2025, com uma subida no total de 2024 de 3,8%. "No resto do mundo falam do 'milagre ibério'", apontam pelo incremento que também se está a registar em Portugal.

De janeiro a junho, venderam-se em Espanha 37 milhões de unidades com um aumento médio do preço de 1,5%. Umas boas cifras que também se estão a recolher em países de fala hispana como Colômbia (6%) ou México (7%). Quase um terço das vendas do sector ao longo do ano, tem recordado López, produzem-se nas datas de Natal, Reis Magos, Sant Jordi e o Black Friday.
A ficção segue liderando
Por géneros, os livros mais vendidos nestes primeiros seis meses têm sido os do género de ficção (subida de 16,1%), em contraste com uma ligeira queda da não ficção (-1,3%). A produção infantil e juvenil também tem caído um 5,3% (devido à concentração de apresentações esperadas de 2025), enquanto a banda desenhada e a novela gráfica cresceu um 10,8%.
Assim, as vendas de não ficção representaram um 28% do total, as de ficção um 35%, o infantil e juvenil um 26%, e a novela gráfica um 8% (o resto não correspondiam com essas categorias). Assim mesmo, destaca que o 77% das vendas eram títulos do catálogo (publicados em anos anteriores) e só o 23 % eram novidades do mercado.
Quem lêem mais?
No marco do Fórum Edita, o secretário de Estado de Cultura, Jordi Martí, tem querido enfatizar, coincidindo com a publicação dos resultados do relatório CALCA, que os últimos estudos de práticas culturais apontam a que os jovens lêem mais que nunca.
Segundo os dados distribuídos pelo Ministério de Cultura o passado janeiro, um 76,9% das pessoas entre 14 e 24 anos são leitoras, convertendo no sector de população que mais lê em Espanha.
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