A operação saída, em risco: convocam greve de 24 horas em Renfe o 29 de junho e 15 de julho

O sindicato argumenta que os motivos desta convocação se centram no incumprimento dos acordos atingidos com Transportes em 2023

Viajeros en la estación de Chamartín Clara Campoamor (1)
Viajeros en la estación de Chamartín Clara Campoamor (1)

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O início das férias poderia peligrar para muitos viajantes: o Sindicato Ferroviário tem convocado uma greve de 24 horas em Renfe nos dias 29 de junho e 15 de julho, coincidindo com as operações saída do verão. Ainda que a convocação parte de um único sindicato, a ameaça de cancelamentos e atrasos obriga a permancer alerta.

O sindicato argumenta que os motivos desta convocação se centram no incumprimento dos acordos atingidos o 23 de novembro de 2023 entre o Ministério de Transportes e Mobilidade Sustentável e a representação legal dos trabalhadores que permitiram a desconvocatoria da greve prevista em Renfe para o 24 e 30 de novembro, e 1, 4 e 5 de dezembro de dito ano.

O Ministério incumpre seus contratos

Ditos incumprimentos, indica, especificam-se na vulneración do compromisso de manutenção das condições sociolaborales da plantilla no processo de busca de um sócio estratégico em Renfe Mercadorias.

Decenas de personas esperando al tren durante la huelga de Renfe y Adif, en la estación de Puerta de
Dezenas de pessoas esperando ao comboio na estação de Atocha / EUROPA PRESS - EDUARDO PARRA

Também denuncia que a direcção de Renfe decidisse sacar a licitação a manutenção das locomotoras da série 333.3, que se vinham mantendo com pessoal próprio nas bases de Renfe Engenharia e Manutenção. Esta licitação, agrega, minoró o ónus de trabalho das bases de manutenção e está a ter consequências "graves" sobre as condições de trabalho da plantilla.

Fechamento de oficina

Ademais, considera que se está a incumprir também lembrado com respeito ao incremento do volume de negócio de Renfe Mercadorias, a coordenação dessa sociedade com Renfe Engenharia e Manutenção, e a manutenção dos ónus de trabalho dentro do grupo.

O Sindicato Ferroviário assegura que a direcção da operadora ferroviária lhes anunciou a decisão de fechar definitivamente a oficina de material remolcado de Miranda de Ebro.