Comprar na Amazon já não é seguro
A companhia nega-se a devolver 2.273 euros a um cliente que comprou um cartão gráfico e que a teve que devolver porque não era o mesmo produto que tinha pago e, ademais, o pacote vinha partido
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Amazon é o principal marketplace do mundo, mas o seu serviço de pós venda revela uma cara muito diferente: ineficiente e injusto com os seus próprios clientes. A plataforma ostenta políticas de devolução claras, mas estas desaparecem quando surge um problema sério, deixando o cliente preso num ciclo burocrático sem respostas.
No final de novembro, um cliente comprou um cartão gráfico por 2.273 euros. Depois de receber um pacote partido e com um produto equivocado, devolveu-o. Quase dois meses depois, continua sem reembolso, sem produto e com a conta da Amazon bloqueada, apesar deter dado todas as provas.
Durante as primeiras reclamações, a Amazon argumentou que a conta do cliente tinha sido bloqueada por incumprir a política de devoluções e reembolsos. Depois, a empresa confirmou-lhe que não devolver-lhe-iam o dinheiro porque não tinham recebido o cartão gráfico correto, referindo que essa foi a razão da devolução. Ainda que o afectado continuea reclamar o seu dinheiro, a companhia optou por ignorá-lo.
Um caso que demonstra como uma plataforma dominante evita responsabilidades básicas do serviço de apoio ao cliente. Comprar online deveria significar confiar em que se respeitam os direitos elementares. Quando a Amazon deixa o cliente sem dinheiro, sem produto e sem respostas, essa confiança desaparece por completo.
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