Suchard vai-se de casa por Natal

O turrón tem-se encarecido um 25% com respeito a 2024 e um 88% com respeito a 2020, quando a tableta custava menos de três euros

Videoblog Ana Siles sobre Suchard   Fotomontaje CG
Videoblog Ana Siles sobre Suchard Fotomontaje CG

Ainda falta mais de um mês para Natal mas Suchard já tem chegado aos supermercados. Fazer deixando claro que os consumidores terão que rascarse o bolso mais que nunca.

A icónica tableta vende-se neste ano a 4,99 euros, um 25% mais que em 2024, e nada menos que um 88% mais que em 2020, quando custava 2,99 euros. Esta escalada de preços não passa desapercibida e é difícil de justificar.

Ademais, o turrón também tem reduzido seu peso. Em 2023 pesava 260 gramas enquanto em 2025 pesa 230 gramas.

Desde Mondelez, a companhia responsável do turrón, justificam a subida alegando que os preços do cacau atingiram seu máximo no ano passado e ainda se encontram em níveis muito altos.

No entanto, o principal ingrediente do produto é açúcar. Muito de longe, seguem-lhe os frutos secos e, em terceiro lugar, a manteca de cacau. A subida do cacau, por tanto, é um argumento pouco convincente.

A pergunta é clara: por que seguimos pagando mais por menos? Suchard tem deixado de ser um produto tradicional e navideño para converter-se numa dessas marcas que exprimen o bolso do consumidor.