Primeiro caso humano de gripe das aves em Europa: preparam vacinas em caso de "pandemia potencial"
Ante a notícia do paciente contagiado pela cepa H9N2, a Comissão Européia lança uma mensagem clara sobre o risco real para a população
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O fantasma de novas doenças sempre gera inquietude depois das lições que deixou a pandemia da Covid-19. No entanto, depois de confirmar-se o primeiro caso documentado em Europa de gripe das aves H9N2 num ser humano, as autoridades européias têm sido tajantes: "Não há necessidade de pânico".
Eva Hrncirova, porta-voz do área de saúde da Comissão Européia, tem assegurado em roda de imprensa que estão "a vigiar de perto a situação", mas tem garantido que o risco para o público general segue sendo muito baixo.
Quem é o paciente e como se contagió?
O caso detectou-se na região italiana de Lombardía (ao norte do país). Segundo têm detalhado as autoridades sanitárias transalpinas, o contágio não se produziu em território europeu.
Segundo a informação disponível, o paciente contagiado é uma pessoa em situação de fragilidade e com patologias prévias, que contraiu a infecção num país extracomunitario dantes de viajar a Itália. Na actualidade, permanece hospitalizado.
As autoridades sanitárias precisam que o vírus não se transmite entre pessoas, sina que o contágio se produz por exposição direta a aves de curral infectadas ou a meios e materiais contaminados.

Devemos preocupar-nos por uma nova pandemia?
As cifras históricas respaldam a mensagem de acalma da União Européia. A cepa H9N2 é um vírus de origem animal catalogado como de baixa patogenicidad. Nos últimos 20 anos só se detectaram uns 200 casos em humanos em todo mundo. Deles, unicamente duas infecções resultaram mortais, e nenhuma ocorreu dentro da União Européia.
Apesar de que o risco atual é mínimo, Europa não baixa a guarda. Hrncirova tem recalcado que a Comissão Européia "não subestima" as necessidades de prevenção. Depois da dura aprendizagem da crise sanitária dos últimos anos, o organismo tem confirmado que já há vacinas em preparação para estar prontos no hipotético caso de enfrentar a um perigo " maior ou pandemia potencial".
