As gasolineras pedem rebajar o imposto aos combustíveis: como afectar-te-ia
A patronal propõe que as medidas se mantenham até que as cotações internacionais dos produtos voltem aos registros de dantes do início do conflito
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O ataque conjunto de Estados Unidos e Israel a Irão já tem efeitos no bolso dos consumidores espanhóis. Os combustíveis têm subido de preço de forma notável nos últimos dias, pelo que a Confederação Espanhola de Empresários de Estações de Serviço (CEEES) tem pedido ao Governo uma redução temporária dos impostos que gravam os mesmos.
A grande patronal dos gasolineros propõe aos ministérios para a Transição Ecológica e o Repto Demográfico, Fazenda, e Economia reduzir o IVA de 21% ao 10% nos combustíveis de automoción ou uma redução temporária de 50% no Imposto Especial de Hidrocarburos (IEH) aplicado ao gasóleo para compensar a arrecadação extra por IVA derivada dos altos preços.
Como afectaria aos consumidores
No primeiro dos casos, CEEES estima que, com os níveis atuais de preços, esta rebaja do IVA suporia um abaratamiento imediato de 15 céntimos nos surtidores espanhóis. No segundo, a medida traduzir-se-ia numa baixada imediata de 22 céntimos para a cada litro de diésel.

No caso da gasolina, a redução temporária proposta é de 40% do IEH vigente, de modo que o litro se abarataría também 22 céntimos de euro segundo os preços médios desta sexta-feira.
Até quando durariam as medidas
Em ambos casos, a patronal propõe que as medidas se mantenham até que as cotações internacionais dos produtos voltem aos registros que se davam dantes do início do conflito.
A este respeito, destaca que, outros Estados membro, como Portugal, têm anunciado medidas similares. A patronal dos gasolineros estima que, desde o estallido do conflito bélico em Irão no passado sábado 28 de fevereiro, os preços médios em Península e Baleares de gasolina e gasóleo se têm encarecido um 7% e um 13%, respectivamente.
