Netflix admite o uso de IA em 300 séries e filmes neste ano
Para além da publicidade ou a recomendação dos conteúdos, a plataforma tem utilizado IA em séries como 'Glória' ou 'Brasil 70: A saga do tricampeonato'
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Já se sabe que a inteligência artificial (IA) faz parte da rotina diária de qualquer empresa mas poucas vezes estas reconhecem seu uso. No entanto, Netflix fazer. Ted Sarandos, codirector executivo da plataforma, antecipava em 2025 que as ferramentas de inteligência artificial generativa eram o futuro da indústria audiovisual.
A companhia do grande "N" tem admitido agora que a empregou em ao redor de 300 produções no que vai de 2026.
Sem a IA não teria "planos e sequências finque"
Durante a apresentação de seu relatório de resultados do segundo trimestre a seus accionistas, Netflix revelou que para perto de 300 títulos de seu catálogo têm recorrido a esta tecnologia durante o ano em diferentes fases da produção, desde o desenvolvimento do projecto e a pré-visualização até a posproducción e a estréia.

"A cada vez utilizamos mais estas ferramentas para conseguir um resultado de maior qualidade, reduzir os tempos de produção e abaratar custos em frente aos métodos tradicionais", aponta a companhia no balanço de resultados, tal e como recolhe Variety. "Em alguns casos, sem a tecnologia de inteligência artificial generativa, as produções teriam tido que prescindir de planos e sequências finque", acrescenta.
Alguns dos títulos onde se empregou
Entre os títulos nos quais a companhia tem recorrido à IA generativa se encontram as séries Glória ou Brasil 70: A saga do tricampeonato. Netflix leva tempo apostando pela inteligência artificial em diferentes áreas de seu negócio, como as recomendações de conteúdos, a publicidade ou o desenvolvimento de um estudo de animação baseado nesta tecnologia.
Em março, ademais, a companhia adquiriu InterPositive, a empresa fundada por Ben Affleck, com o objectivo de oferecer aos cineastas ferramentas de IA para seu uso durante a produção de filmes e séries. Segundo explicou Sarandos, ainda que a integração de InterPositive ainda se encontra numa fase inicial, a companhia já está a ver o impacto que suas ferramentas de inteligência artificial, junto com outras desenvolvidas internamente, estão a ter em suas produções. De facto, afirmou que oferecem aos criadores "melhores recursos para fazer realidade sua visão". Exemplo disso é o documentário serializado O experimento americano, que incorpora 17 minutos de sequências realizadas com ajuda de inteligência artificial.
Cenas mais rápidas e baratas
O codirector executivo de Netflix explicou que esta tecnologia permitiu levar a série para além do que teria sido possível até agora, além de produzir essas cenas o duplo de rápido e com um custo um 50% inferior ao dos métodos tradicionais, e fez questão de que a IA não substituirá o talento humano dentro da indústria audiovisual.
"Achamos que fazem falta grandes artistas para criar grandes obras, e a IA não vai mudar isso. Os filmes fazem-nas as pessoas, e a inteligência artificial simplesmente proporciona-lhes melhores ferramentas para fazê-las ainda melhores", afirmou.
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