O primeiro "Face VÃO" pára mascotas substitui ao microchip: localiza animais perdidos com uma foto
Petnow, uma startup surcoreana, promete encontrar a cães e gatos extraviados com uma simples fotografia
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Faz mal umas semanas, entre o frenesí do recente Mobile World Congress (MWC) de Barcelona, tinha um cão. E também um gato. Permaneciam imóveis, estoicos, alheios ao trajín de diretores e curiosos.
Ambos animais não eram reais, sina mal uns simpáticos peluches; mas cumpriram à perfección o cometido de atrair a mirada dos transeúntes para o estande de Petnow, a empresa surcoreana que tem criado Petify, o primeiro aplicativo do mundo capaz de encontrar mascotas perdidas com tão só lhes fazer uma foto.
Como funciona
"Somos uma empresa coreana que tem desenvolvido uma plataforma —composta por aplicativo e site— baseado na biometría animal. Nosso sistema escanea o focinho de cães e gatos para registar sua impressão nasal, que é única, o equivalente exato ao DNA ou a uma impressão digital humana, e aplica o reconhecimento facial em animais", explica a Consumidor Global a porta-voz de Petify durante o congresso tecnológico.
A IA do aplicativo faz todo o trabalho. Rastrea e foca automaticamente, inclusive se o animal move-se, para registar a imagem correta. Se teu mascota perde-se, qualquer utente da app que a veja vagando pela rua pode lhe tomar uma foto e subir à plataforma. A inteligência artificial extrai então os rasgos únicos e rastrea coincidências num rádio de 10 quilómetros. Uma vez que o sistema cruza os dados de localização e biometría, podes ligar através de um chat seguro com a pessoa que o encontrou, verificando sua identidade dantes de ficar fisicamente.

Um mapa de mascotas perdidas
Mais especificamente, quando um proprietário reporta o desaparecimento de seu mascota, o sistema gera alertas automáticas num mapa da comunidade. Os utentes próximos recebem notificações e podem subir fotografias se crêem ter visto ao animal.
A inteligência artificial analisa a cada imagem e procura coincidências combinando rasgos físicos como a forma do focinho, a cor do pelaje ou o tamanho do animal. Quanto mais utentes participem, maior será a probabilidade de encontrar ao animal.
Bem mais eficaz que o microchip
Na maioria dos países europeus, incluída Espanha, os cães e gatos devem levar um microchip de identificação. O sistema funciona, mas tem limitações, já que só pode se ler com um escáner especializado, normalmente em veterinários ou refúgios.
A biometría, em mudança, tem uma vantagem: só precisa uma câmara. "É uma solução não invasiva", insiste a empresa. Não há que implantar chips nem colocar colares. Basta com o móvel.
Para além de um aplicativo gratuito
Ademais, o aplicativo (disponível baixo o nome de Petnow) é gratuita. Com uma precisão espantosa que atinge o 99,9922% segundo a companhia, e tendo conseguido a primeira identificação de gatos por reconhecimento facial no mundo —que inclusive permite um simpático "modo selfie" para escanear a teu felino enquanto o abraças—, a empresa não é precisamente uma recém chegada.
Contam com o respaldo de Google for Startups e seu estantería de troféus já exibe o prestigioso CES Best of Innovation Award de 2022, o IF Design Award de 2024 e o Superzoo New Product Showcase. "Somos pioneiros mundiais neste sector. Actualmente operamos em 19 países; contamos com 200.000 utentes em Coreia e 160.000 no Reino Unido. Em Espanha estamos a começar a crescer depois de nossa promoção no Mobile World Congress e nossa recente presença em meios de comunicação", afirmam fontes da empresa.

