Ametller Origen, de "vender" proximidade a importar espargos do México
A cadeia de supermercados catalã fala muito de sustentabilidade, mas comercializa desde feijões do Quénia até cogumelos da China, entre outras aberrações ambientais
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O greenwashing grassa à vontade em Espanha. Impunemente. Vimo-lo com a falsa reciclagem da McDonald's e com os ovos de galinhas enjauladas do Grupo Dia.
E continuamos a ver, uma e outra vez, na corrente de supermercados Ametller Origen, qque se vangloria do que lhe falta.
O 'greenwashing' da Ametller Origen
Desde a sua criação, a Ametller Origen tem procurado transmitir aos consumidores uma imagem de rede de proximidade. Isso continua a refletir-se no seu site, onde a empresa afirma que "a sustentabilidade e o respeito pelo ambiente são a nossa prioridade".

No entanto, a Consumidor Global denunciou em repetidas vezes as aberrações que tem cometido Ametller Origen ao importar frutas e legumes procedentes de países exóticos, localizados a milhares de quilómetros de Espanha, com o significativo aumento da pegada de carbono que comportam estas práticas.
Ametller, origem: México
Um bom exemplo da hipocrisia de Ametller Origen em matéria de sustentabilidade são os seus espargos.
A primeira vista, com o nome e o logo de Ametller Origen na embalagem, ninguém poderia imaginar que estes espàrrecs verds prims (e os grossos, também) viajaram mais de 9.000 quilómetros até chegar ao expositor do supermercado. Ametller, origem: México. Mas há mais.
Feijão do Quénia
Em defesa de Ametller, há que dizer que os feijões que vende no seu site a 11,96 euros o quilo são de maior proximidade que os espargos. Procedem do Quénia, um país situado a 8.000 quilómetros.

Nas suas lojas comercializa-as de Marrocos e algo menos caros: a 6,99 euros/quilo.
'Cogumelos' da China
O dos 'bolets' (cogumelos) da Ametller já é per sucar-hi pa. Nem curta nem preguiçosa, a cadeia de supermercados catalã comercializa bandejas de cogumelos de uma zona boletaire muito próxima ao Montseny denominada China. Os viajados cogumelos vendem-se em bandejas de 180 gramas por 2,99 euros.
O mesmo acontece com as melancias e os melões do Brasil, com os ananases do Equador e com as uvas da África do Sul, mas soa muito bem dizer que «na Ametller, o produto chega fresco, diretamente do campo». Do campo mexicano, brasileiro, equatoriano, sul-africano e chinês.
