Bon Preu tropeça com a tecnologia: clientes encontram lineares semivacíos

A corrente atribui a falta de produtos a uma incidência tecnológica já resolvida, mas os clientes questionam como um erro interno pode acabar afectando à compra diária

bon preu mal
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Durante vários dias, alguns clientes de Bon Preu - Esclat encontraram-se com uma imagem pouco habitual numa das correntes de supermercados mais populares de Cataluña: lineares praticamente vazios em determinadas categorias e cartazes informando de problemas de abastecimento.

As imagens começaram a circular por redes sociais e rapidamente surgiram todo o tipo de especulações. Alguns utentes chegaram inclusive a falar de problemas logísticos ou de fornecimento. No entanto, a explicação oferecida pela empresa foi muito diferente.

Incidência informática

Segundo Bon Preu, a origem do problema foi uma incidência informática produzida durante a actualização do software que gere o inventário e a reposição de produtos. A companhia sustenta que a falha unicamente afectou a alguns estabelecimentos e que nunca existiu um problema real de abastecimento.

O episódio volta a pôr sobre a mesa até que ponto a distribuição alimentar depende hoje de seus sistemas tecnológicos.

Estanterías vazias

Na prática, um erro de software pode traduzir numa consequência muito visível para o consumidor: estanterías vazias, produtos que não chegam a tempo ou referências que desaparecem temporariamente do linear pese a existir estoque disponível na corrente logística.

Para o cliente, a causa resulta quase irrelevante. Quem entra a comprar espera encontrar os produtos, independentemente de que a origem do problema seja um camião avariado ou um servidor informático.

Uma incidência que chega em pleno processo de modernização

A situação resulta especialmente llamativa porque Bon Preu leva meses reforçando precisamente sua infra-estrutura tecnológica.

Em 2025 anunciou a implantação de novas ferramentas de inteligência artificial para optimizar a previsão de demanda, o reabastecimiento automático e o planejamento logístico com o objectivo de reduzir rompimentos de estoque e manter as estanterías abastecidas.

O contraste é evidente: enquanto a companhia acelera a digitalização de sua corrente de fornecimento, uma incidência informática tem terminado gerando o efeito contrário em algumas lojas.

A confiança também se mede pelo que há no linear

Bon Preu assegura que a incidência já está completamente resolvida e que a situação voltou à normalidade poucos dias depois.

No entanto, o episódio deixa uma reflexão para todo o sector da distribuição: quanto mais automatizados estão os processos, maior é a dependência de que toda a tecnologia funcione sem erros.

Porque para o consumidor existe uma única realidade. Se chega ao supermercado e encontra as estanterías vazias, pouco importa se o responsável é uma falha logística, um problema informático ou uma incidência no sistema. A percepção é a mesma: nesse dia, compra-a não pôde se fazer com normalidade.

Este incidente recorda que a transformação digital não só deve fazer os supermercados mais eficientes, sina também mais resistentes em frente a erros capazes de se transladar directamente ao carrito do cliente.