Dani Manero (Barcelona, 1986) queria ser jornalista desportivo, mas, com o tempo, "aprendi que o que realmente me apasionaba era como as histórias e a cultura de equipa ligam com as pessoas, algo que hoje sigo explorando desde as marcas", relata em declarações a este meio.
Manero iniciou-se no mundo do storytelling produzindo histórias para o cinema (Ontem não termina nunca, de Isabel Coixet) e a televisão (Boas noites e Buenafuente). E especializou-se na arte de "ficcionar marcas" fundando sua própria agência, Marlon Branded, e fabricando anúncios icónicos para Decathlon, Seat, Adidas e Volkswagen.
Bip bip Vicio
O grande giro de guion na vida trabalhista de Manero chegou em 2024, quando Vício chamou a sua porta. Mal um ano e meio depois, assumiu o cargo de chief brand officer (CBO) na corrente de hamburgueserías fundada por Aleix Puig e Oriol de Pablo.
"Para mim tem sido muito especial notar desde o primeiro minuto o cariño e a confiança da equipa para dar este passo. E isso já é um grande lucro", se sincera Manero.
Dani Manero, o que tua marca precisa
Desde sua fundação no final de 2020, Vício "tem construído uma comunicação muito intuitiva, romântica e extremamente diferencial —devemos-lhe muitíssimo a Bertus e María—, que tem sido chave para definir seu DNA e personalidade". Graças a esta diferenciação da concorrência, milhões de consumidores recordam a criatividade de campanhas como a protagonizada por Jessica Goicoechea baixo o lema: Vício, as burgers favoritas de Goico.
Agora, o grande repto de Manero como diretor de marca é levar a Vício para uma fase mais estruturada e escalable.
Sistematizar a criatividade
"O desafio é manter essa criatividade e frescura que nos fez relevantes e conseguir a sistematizar sem matar sua esencia", expõe Manero com ambição.
E prossegue: "Passar de depender de momentos brilhantes ou impulsos criativos concretos a construir um sistema de comunicação consistente, reconocible e repetible, que permita à equipa trabalhar com maior continuidade".
O futuro de Vício
Uma parte importante do papel de Dani Manero é proteger o espaço criativo da equipa. Gerar contexto, foco e direcção, mas evitando que o ruído operativo ou a pressão do dia a dia afectem a sua capacidade criativa.
"Entendo minha posição também como uma ponte entre a estratégia e a equipa criativa: traduzir objectivos de negócio em sistemas de comunicação compreensíveis e assegurar que a criatividade segua tendo espaço para contribuir valor real em longo prazo", explica Manero. Para ele, representar a identidade de Vício, com todo seu background, e ajudar a construir seu futuro, "é algo que vivo com responsabilidade e ilusão".