Taylor Swift é demandada por seu último álbum

A cantora estadounidense enfrenta-se a problemas legais por uma infracção de marca, concorrência desleal e falsa designação de origem

La cantante Taylor Swift durante una actuación en el Estadio Santiago Bernabéu   Ricardo Rubio   EP
La cantante Taylor Swift durante una actuación en el Estadio Santiago Bernabéu Ricardo Rubio EP

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A cantora estadounidense Taylor Swift enfrenta-se a problemas legais por um conflito legal que poderia ter importantes consequências para seu último álbum, The Life of a Showgirl. A demanda federal apresentada em Califórnia acusa à artista e a sua discográfica, Universal Music Group (UMG), de infracção de marca, concorrência desleal e falsa designação de origem.

A demandante é Maren Wade, uma artista e escritora que sustenta que a denominação eleita por Swift invade um terreno comercial que ela tem cultivado durante mais de uma década com sua marca Confessions of a Showgirl.

Quem é Maren Wade?

Para entender o caso, há que se remontar a 2014. Wade começou publicando uma coluna no As Vegas Weekly baixo o nome Confessions of a Showgirl, relatando suas vivências na indústria do espectáculo. O que começou como um espaço de opinião se expandiu até converter numa marca pessoal consolidada que inclui actuações ao vivo e espectáculos, conteúdos audiovisuais, um podcast de sucesso e diversos produtos de merchandising.

Segundo a demanda, o problema não é só o nome do disco, sina a maquinaria comercial de Swift. Wade afirma que, em matéria de semanas, a marca da cantora inundou o mercado em etiquetas, colgantes e embalajes, se dirigindo exactamente ao mesmo público que ela demorou doze anos em fidelizar.

A equipa de Swift conhecia o risco legal

Um dos pontos mais críticos da demanda revela que a equipa de Taylor Swift já conhecia os riscos legais. Segundo o escrito judicial, o Escritório de Patentes e Marcas de Estados Unidos (USPTO) recusou em novembro de 2025 a solicitação de registro de The Life of a Showgirl.

O examinador oficial concluiu que existia um claro risco de confusão com a marca de Wade, assinalando que ambas compartilham a expressão finque "of a Showgirl", têm similitudes fonéticas e visuais e operam em sectores idênticos (actuações musicais e teatrais).

"Não o fizeram de forma discreta", assinala Wade na carta judicial, denunciando que o universo comercial de Swift está a apagar sua identidade profissional.

Que é a "confusão inversa" e por que ameaça a Swift?

A defesa de Wade, liderada pela advogada Jaymie Parkkinen, apoia-se no conceito jurídico de confusão inversa. Isto ocorre quando uma entidade em massa (Swift) utiliza uma marca similar à de um artista mais pequeno (Wade), provocando que o público ache que o original é, em realidade, uma cópia ou uma derivação do projecto mais mediático.

"Uma artista em solitário que tem dedicado doze anos a construir uma marca não deveria se ver obrigada a contemplar como desaparece porque tem chegado alguém maior", declarou Parkkinen a Reuters.

Que pede a demanda?

Até o momento, nem Taylor Swift nem Universal Music Group têm emitido comentários oficiais sobre o litigio.

Por sua vez, Maren Wade procura uma indemnização económica por danos e prejuízos (quantidade ainda não especificada) e uma ordem judicial imediata que proíba à intérprete de Shake It Off seguir utilizando o nome The Life of a Showgirl com fins comerciais.