Bruxelas lança uma advertência: o 80% dos móveis vendidos na UE não cumprem o regulamento de reparo
Desde 2025, a União Européia obriga aos fabricantes a cumprir requisitos de reparabilidad como uma classificação da À a E que deve figurar na etiqueta energética, entre outros
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O 80% dos móveis vendidos na União Européia incumprem o regulamento de reparo, segundo uma análise da plataforma Direito a Consertar Europa (Right to Repair Europe).
A coalizão de oenegés afurma que quatro em cada cinco modelos dos smartphones comercializados na União Européia incumprem as normas comunitárias que obrigam aos fabricantes a facilitar informação sobre seu reparo. De facto, a plataforma tem revisado os registros de 2.334 modelos de telefones inteligentes introduzidos no mercado durante o último ano e tem constatado que só o 18% inclui enlaces que permitem encontrar de forma efetiva as instruções de reparo ou os preços das peças de troca.
Um regulamento em vigor desde 2025
Os móveis e tabletas vendidos na UE estão sujeitos desde o 20 de junho de 2025 aos requisitos de reparabilidad, entre eles uma classificação da À a E que deve figurar em sua etiqueta energética e a obrigação dos fabricantes e importadores de publicar gratuitamente informação sobre reparos e preços de trocas.

No entanto, em aproximadamente a metade dos registros analisados no banco# de dados europeu EPREL, os campos destinados a incluir esses enlaces estão vazios, enquanto outro 19% remete a páginas de produto ou de assistência técnica onde não aparecem as instruções nem os preços exigidos. Outro 8% oferece indicações que a organização considera inúteis, como "se veja o manual", e cerca do 5% remete a plataformas como Temu ou AliExpress inclusive para obter instruções de reparo.
Fabricantes que se puntúan a si mesmos
Direito a Consertar Europa denúncia ademais que alguns fabricantes que não proporcionam essa informação se concedem a si mesmos a máxima pontuação nesse apartado e conseguem assim uma classificação A de reparabilidad, já que a avaliação é declarada pelas próprias empresas.
"Como podemos confiar em que umas pontuações de reparo autodeclaradas sejam algo mais que mero ecopostureo?", questiona a plataforma, que considera que a ausência de milhares de enlaces deveria ser facilmente detectable e atribui as deficiências à escassez de controles por parte das autoridades nacionais
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