Denunciam as "táctico rastreras de retenção" de Jazztel

Um cliente denuncia que a operadora lhe mareó com "táctico rastreras de retenção", e sua experiência não é, por desgraça, isolada

Una clienta de Jazztel frente a su ordenador   FOTOMONTAJE
Una clienta de Jazztel frente a su ordenador FOTOMONTAJE

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Jazztel repete em suas comunicações comerciais que "o bom não é caro". A empresa está integrada em MasOrange, o maior operador de telecomunicações de Espanha por volume de clientes, e seu negócio baseia-se em oferecer tarifas competitivas de fibra e móvel com uma boa relação qualidade-aprecio. No entanto, quando as coisas se torcem com algum cliente, o discurso pode saltar pelos ares.

No final de julho, um cliente denunciou na rede social X que levava uma semana tentando descadastrar da empresa, mas a companhia não deixava de marear a perdiz aplicando o que ele qualificava de "táctico rastreras de retenção". Este consumidor anexou duas capturas de conversas de WhatsApp que pareciam um autêntico sainete.

A comercial maré a perdiz

Quando este consumidor solicitou a baixa da linha fixa, o comercial ignorou sua petição e tentou lhe reter lhe perguntando se algum outro residente do domicílio quereria o manter. A seguir, propôs suspender o sevicio, não o cancelar. Já molesto, o cliente tentou adoptar uma postura taxativa e contestou que queria se descadastrar. "Quantas vezes o tenho que dizer?", perguntava. O trabalhador de Jazztel seguiu insistindo e perguntou-lhe qual era a companhia que dar-lhe-ia a fibra no novo domicílio e se conservaria os números.

Esta atitude evidenció o desinterés da operadora por atender a vontade do utente, mais focada em entorpecer o processo que em oferecer uma solução real. Ademais, concorda com os obstáculos que põe Yoigo dos que falou este meio recentemente.

Una persona habla por teléfono / MAGNIFIC - benzoix
Uma pessoa fala por telefone / MAGNIFIC - benzoix

"Quantas vezes há que suplicar a Jazztel?"

"Quantas vezes há que suplicar a Jazztel para que te descadastrem e possas ir a outra companhia? Quantas vezes para que te descadastrem o fixo que não te funciona desde faz anos? Quantas pára que te digam onde tens que devolver o módem?", perguntava-se outro cliente descontentamento em X.

Um terceiro afectado atirava de humor, ainda que pelo processo inverso: "É mais fácil sair das drogas que conseguir uma portabilidade com Jazztel". "2 horas justas 'chateando' com Jazztel para absolutamente nada. Uma mensagem do assistente a cada 10, 15 minutos. Assim é impossível, ademais um das mensagens é para vender. Descadastram-me da metade dos serviços quando se solicitou a baixa completa de cliente", relatava um quarto.

As operadoras têm 48 horas para fechar o assunto

Cabe recordar que, em Espanha, a Lei Geral de Telecomunicações estabelece que o utente tem direito a descadastrar o serviço contratado em qualquer momento, e o trâmite deve se fazer efetivo num prazo máximo de dois dias hábeis desde a solicitação.

Una persona revisa unas facturas / PEXELS
Uma pessoa revisa umas facturas / PEXELS

Por sua vez, Jazztel recolhe em seus termos que o contrato poder-se-á extinguir "em qualquer momento, total ou parcialmente, uma vez provisionado o Serviço, mediante comunicação a JAZZTEL com uma antelación mínima de dois dias hábeis à data na que a baixa tenha que ser efetiva".

Passadas 48 horas, a baixa não se formaliza

No portal de reclamações públicas da União de Consumidores e Utentes (OCU) aparecem queixas parecidas às anteriormente expostas. "Dirijo-me a vocês para lhe informar que no passado dia 1 de fevereiro de 2025, me dirigi ao Departamento de atenção ao Cliente e solicitei a baixa do serviço de telefonia fixa 911xxxx. Têm decorrido mais de 48 horas, a baixa não se fez efetiva", dizia.

Outro cliente denunciava que em março de 2026 tinha solicitado a baixa total de seus serviços por telefone, mas a companhia tinha mantido vários ativos de forma unilateral e os seguiu cobrando. Ao chamar para reclamar o dinheiro cobrado indevidamente, informaram-lhe que não tramitariam a devolução se não mantinha o contrato ativo. Esta exigência de permanecer para resolver a reclamação, dizia o afectado, vulnerava flagrantemente o regulamento de consumo.

Sanções para a companhia

No ano 2009, Jazztel foi sancionada pela Agência de Protecção de Dados com uma multa 60.101 euros por seguir reclamando o pagamento de facturas por um serviço descadastrado e com petição posterior de cancelamento de dados pessoais.

Mais adiante, em 2020 e depois da denúncia de Facua, Jazztel devolveu a uma utente 221 euros de uma linha que lhe esteve a cobrar durante ano e meio pese a que supostamente era gratuita e a tinha descadastrado. Consumidor Global tem perguntado à companhia que explicação dá a estas demoras, mas ao termo desta reportagem não tem obtido resposta

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