Espanha lidera o consumo de cerveja sem álcool no mundo
Espanha também ocupa a segunda posição global em vinho desalcoholizado, enquanto as bebidas Não&O ganham terreno impulsionadas pelo tardeo e os novos hábitos sociais
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Espanha converteu-se no país do mundo com um maior consumo per capita de cerveja sem álcool, uma categoria que já representa o 14 % do total. Ocupa, ademais, a segunda posição mundial em consumo de vinho baixo em álcool ou desalcoholizado, unicamente por trás de Alemanha.
Assim o recolhe um estudo elaborado pela escola de negócios internacional AAE Business School, que analisa como estão a mudar os hábitos dos consumidores e o crescente protagonismo das bebidas sem álcool ou com uma graduación reduzida.
Aumento de seu valor
Os dados fazem parte do relatório "O mercado das bebidas Não&O Álcool. A influência do tardeo nos novos hábitos de consumo", que também antecipa um importante crescimento para esta indústria durante os próximos anos. Mais especificamente, as previsões apontam a que o mercado das bebidas Não&Aumentá-lo-á seu valor em mais de 3.300 milhões de euros até 2028.
Dentro desta categoria, a cerveja sem álcool continua sendo, com diferença, a alternativa preferida pelos consumidores. Segundo os dados recolhidos por AAE Business School, este tipo de cerveja concentra actualmente ao redor do 69 % de todo o consumo de bebidas Não&O.

Crescimento da oferta
A expansão destas alternativas também se reflete na evolução recente do mercado. A oferta e o consumo de bebidas sem álcool ou com baixa graduación têm aumentado um 18 % durante os últimos três anos, um crescimento que confirma que estes produtos têm deixado de ocupar um espaço puramente residual para se integrar progressivamente nos hábitos quotidianos dos consumidores.
Desde AAE Business School relacionam directamente esta transformação com as mudanças que se estão a produzir nas formas de socialización e lazer. Em particular, o relatório destaca o auge do tardeo, o 'afterwork' e outras fórmulas de lazer concentradas durante as horas da tarde como um dos factores que estão a impulsionar o consumo deste tipo de bebidas.
De facto, cerca do 55 % dos consumidores dentre 18 e 44 anos reconhece consumir bebidas sem álcool ou com baixa graduación durante este tipo de encontros sociais, segundo uma encuesta realizada a mais de 1.000 pessoas.
Por gerações
O comportamento dos consumidores muda consideravelmente dependendo da idade. Entre as gerações de maior idade, a cerveja 0,0 tem uma presença especialmente elevada e continua sendo a alternativa dominante dentro das opções sem álcool.
Mais especificamente, o 77 % dos consumidores pertencentes à Geração X opta por este tipo de cerveja, enquanto a percentagem dispara-se até o 88 % entre os denominados 'boomers'.
Entre os consumidores mais jovens, no entanto, o panorama é consideravelmente mais variado. A geração Z mostra uma maior predisposición a experimentar com formatos diferentes e propostas que se afastam das bebidas tradicionais.
Os mocktails como alternativa
Entre estas alternativas destacam especialmente os mocktails, cocktails elaborados sem álcool, que são consumidos por um 21 % dos jovens desta geração. Também ganham terreno os licores de frutas sem álcool, elegidos por ao redor do 22 %.
Segundo o relatório, estas cifras mostram que os consumidores mais jovens não procuram unicamente substituir as bebidas alcohólicas convencionais, sina também encontrar novas experiências, sabores e formatos associados ao lazer e a socialización.
Sucesso da ginebra sem álcool
Esta evolução também está a chegar ao terreno dos espirituosos. Um dos exemplos mais destacados é a ginebra sem álcool, que atinge um nível de satisfação com seu sabor do 79 % entre quem a consomem.
Para AAE Business School, este elevado grau de aceitação reflete a crescente sofisticación que estão a atingir estas bebidas, tanto em sua elaboração como na capacidade de reproduzir sensações similares às de seus equivalentes tradicionais com álcool.
Motivações
A crescente incorporação das bebidas Não&O aos momentos de lazer não responde unicamente a uma questão de preferências ou de sabor. As razões relacionadas com a saúde e com um consumo mais responsável têm um peso especialmente importante na decisão dos consumidores.
A preocupação pela saúde aparece como o principal motivo para eleger bebidas sem álcool ou com uma graduación reduzida e é mencionada pelo 56 % dos participantes no estudo.
Bem perto encontra-se a necessidade de manter a responsabilidade ante determinadas tarefas, especialmente quando posteriormente há que conduzir ou trabalhar. Este argumento é assinalado pelo 55,6 % dos interrogados.
Sabor e peso
A estes factores somam-se outras razões de carácter mais pessoal. O sabor é um dos principais argumentos para o 22 % dos consumidores, enquanto um 15 % assegura recorrer a estas bebidas como uma ferramenta para controlar melhor seu peso.
O estudo também detecta a consolidação de um modelo de consumo híbrido. Isto é, as bebidas Não&O não estão a substituir necessariamente de maneira definitiva às bebidas alcohólicas tradicionais, sina que ambas categorias convivem dependendo do momento, a situação ou as necessidades da cada consumidor.
Assim, um 43 % dos interrogados assegura recorrer a bebidas sem álcool ou com baixa graduación quando posteriormente tem que trabalhar ou conduzir.
Ao mesmo tempo, um 39 % reconhece combinar durante uma mesma saída bebidas alcohólicas convencionais com opções Não&O como estratégia para reduzir ou moderar a quantidade total de álcool ingerida.
Em mudança, a percentagem de consumidores que tem eliminado completamente o álcool de seus hábitos é consideravelmente menor. Só um 17 % afirma consumir exclusivamente bebidas Não&O e recusar por completo as alternativas com álcool.
Mais penetração entre homens
Também existem diferenças importantes em função do género. A penetração das bebidas sem álcool ou com baixa graduación é superior entre os homens, que ademais realizam um desembolso mensal maior neste tipo de produtos.
Segundo os dados do estudo, os homens destinam uma média de 51,35 euros ao mês a bebidas Não&O, em frente aos 38,06 euros de despesa mensal meio registado entre as mulheres.
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