Luis Bullejos (Cervejas Grande Via): "Os dois prêmios obtidos no Beer Challenge provam nossa qualidade"
O novo diretor de marketing da companhia aposta por "seguir ganhando presença sem perder essa esencia que nos faz únicos"
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Sua declaração é contundente, sem dobleces: "Nossa razão de ser é a hotelaria. Somos um país de sol, de família e amigos. De reuniões. E em todo esse mundo, nossos bares e restaurantes jogam um papel inimaginable em outras culturas e países. Temos que cuidar nossa forma de viver a vida", se pode ler na página site de Cervejas Grande Via.
Nasceu em Sevilla faz um lustro com a ousadia de desafiar a Cruzcampo em seu próprio feudo. Ainda que em seus inícios apostou forte pelos bares e restaurantes, desde faz um ano tem germinado também nos lineares dos supermercados. Agora, a marca procura expandir o alcance de sua cerveja lager —uma proposta de 4,5º, mais ligeira que a média do mercado— a novos rincões. Seu propósito é claro: transladar "a esencia alemã da autêntica lager" adaptando ao carácter nacional. Falamos disso com Luis Bullejos, seu novo diretor de marketing.
--Você conta com mais de 15 anos de experiência em companhias como Mahou ou Filhos de Rivera. Com esse bagaje, que diria que é o que faz especial a Cervejas Grande Via?
--Minha trajectória sempre tem estado unida a ajudar às marcas a crescer e a ligar as estratégias de marketing, comunicação e vendas. É verdade que tenho tido a oportunidade de desenvolver projectos em companhias nacionais e internacionais, como podem ser Mahou, Diageo ou Philip Morris. Sempre têm sido sectores muito competitivos. Minha chegada a Cervejas Grande Via tem suposto assumir um repto muito ilusionante, porque é uma marca com uma identidade muito autêntica.

--Como definiria essa identidade?
--Trata-se de uma cerveja com muita qualidade, como provam os dois prêmios obtidos no Beer Challenge de Barcelona à melhor lager em 2024 e 2026. Acho que temos um enorme potencial para consolidar-nos tanto dentro como fora de Andaluzia. Já estamos a exportar fora de Espanha, a Cuba e a México. Grande Via tem algo que não se pode fabricar de forma artificial: é uma marca próxima, honesta, com uma maneira particular de entender a cerveja. Nosso repto é fazer que a cada vez mais pessoas a provem e a elejam.
--É uma marca que mal tem seis anos.
--Nossa ambição não é parecer uma grande companhia de um dia para outro: queremos criar uma proposta reconocible, com consistência e coerente. Procuramos ser uma marca que esteja presente a alimentação, onde temos começado neste ano, em hotelaria e em eventos.

--Como Starlite.
--Sim, neste ano chegamos com toda a faixa e uma proposta clara: oferecer uma cerveja para a cada momento do festival. Em general, procuramos fazer parte da conversa real da gente. Por isso, o novo claim que temos sacado é 'cervejas com muita rua': queremos estar onde ocorrem as coisas, ser próximos sem postureo e favorecer as experiências reais, que hoje em dia, a cada vez são menos.
--Pode dar a sensação de que o mercado espanhol está algo saturado. Acha que o consumidor espanhol é receptivo à entrada de novos players?
--A verdade é que sim. Vemos que o mercado espanhol se está a abrir a cada vez mais. Uma das coisas que sempre digo nas reuniões com Cerveceros de Espanha é que, até faz dez ou quinze anos, ias a um bar e não pedias uma marca concreta, pedias uma cerveja e esperavas que ta pusessem o mais fresquita possível. E bem atirada. Hoje em dia, a gente pede um tipo de cerveja, e isso é mérito das diferentes empresas. A gente está disposta a provar novas referências, e todas as companhias tentamos fazer coisas diferentes.
--Quanto às tendências do mercado, constata-se uma moderación do consumo paralela ao auge da sem álcool. Que valoração faz?
--É verdadeiro que nos últimos anos o consumo de bebidas espirituosas tem dado um baixo a nível geral. Na cerveja também o vimos no último ano e meio, ainda que com uma intensidade menor. Os hábitos do consumidor também têm mudado muito: cuida-se mais, quer ter uma vida mais sã e aposta por opções como as radler, a 0,0 ou a 0,0 tostada. A cada vez mais, as companhias trabalham este perfil. Nós, por exemplo, estamos a valorizar o auge dos probióticos ou a proteína. Ademais, estamos a trabalhar as cervejas com menos açúcar. O consumidor a cada vez demandar-nos-á mais estas opções.

--"Em Cervejas Grande Via temos o compromisso de levar uma forma de desfrutar a vida à sociedade. Apostamos por um modelo singelo e rentável para o hostelero. Sem complicações", indicam. Que acha que é o que mais valoriza o hostelero?
--O hostelero a cada vez é mais profissional. O primeiro que valorizam é a qualidade do produto. Logicamente, importa o preço, porque têm que analisar seu escandallo e poder competir. Nós damos a clareza em números e também cuidamos a parte de marketing ou merchandising.
--Onde visualiza a Cervejas Grande Via dentro de cinco anos?
--Temos uma marca competitiva, com identidade e uma equipa jovem com muita ambição. O que nos toca é seguir trabalhando com o foco na distribuição, a notoriedad e a experiência de marca. Devemos seguir ganhando presença mas sem perder essa esencia que nos faz únicos. Aspiramos a que a gente nos eleja a cada vez mais e desse modo seguir crescendo, mas não tentamos ser algo que não somos.
--Qual é seu momento favorito para tomar uma cerveja?
--Encanta-me tomar uma boa cerveja ao entardecer, rodeado de amigos e com algo de tapeíto, como uma boa gilda. Esse é o momento mais especial.
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