Atacam ao 'Amazon russo' e Finlândia fecha seu espaço aéreo por risco de drones ucranianos
O país nórdico limita temporariamente uma parte de seu espaço aéreo e marítimo junto à fronteira com Rússia, enquanto as conexões comerciais continuam operando com normalidade
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A guerra em Ucrânia volta a deixar sentir seus efeitos para além da frente. Finlândia tem activado nesta terça-feira restrições temporárias ao tráfico aéreo e marítimo no este do golfo de Finlândia depois de um ataque com drones contra Wildberries, a maior plataforma de comércio eletrónico de Rússia, conhecida como o 'Amazon russo'.
Ainda que a medida pode gerar preocupação entre quem têm previsto viajar ao país, esta situação não afecta, pelo momento, aos voos comerciais. O aeroporto internacional de Helsinki-Vantaa segue operando com normalidade e nenhuma das principais aerolíneas tem anunciado cancelamentos ou suspensões de rotas.
O ataque ao 'Amazon russo' volta a pôr em alerta a Finlândia
A decisão do Exército finlandês chega poucos dias após que Ucrânia lançasse uma ofensiva simultânea contra vários centros logísticos de Wildberries situados em San Petersburgo, a região de Leningrado, Simferópol e Tver.
A companhia converteu-se numa infra-estrutura estratégica para Rússia. Depois da saída de numerosas empresas ocidentais desde o início da guerra, Wildberries tem consolidado uma posição dominante no comércio eletrónico do país, até o ponto de ser conhecida como o 'Amazon russo'. A cada dia gere milhões de pedidos e conta com uma extensa rede de armazéns e distribuição. Precisamente, a proximidade de um desses ataques à fronteira finlandesa tem levado a Helsinki a reforçar as medidas de segurança.

Por que tem fechado Finlândia parte de seu espaço aéreo?
As Forças de Defesa finlandesas explicam que o objectivo é dispor de liberdade de actuação se algum dron utilizado durante os ataques sobre Rússia cruza acidentalmente a fronteira. As restrições afectam unicamente a uma zona situada entre a localidade de Loviisa e a fronteira russa, no este do golfo de Finlândia.
O Exército tem despregado aviões de combate e navios de guerra para vigiar o área e poder neutralizar qualquer aparelho não tripulado que entre em território finlandês. Segundo as autoridades, a medida tem carácter preventivo e procura evitar riscos tanto para a população como para a navegação aérea e marítima.
O terceiro fechamento em menos de um mês
Não se trata de uma decisão excepcional. Finlândia já tem fechado temporariamente esta mesma zona em outras duas ocasiões durante as últimas semanas. O motivo é sempre o mesmo: o incremento dos ataques ucranianos contra objectivos situados em San Petersburgo e a região de Leningrado tem elevado o risco de que alguns drones percam o rumo e terminem entrando no espaço aéreo finlandês.
De facto, neste ano já se produziram vários incidentes nos que drones relacionados com operações militares têm acabado sobrevoando território de Finlândia e de outros países aliados da NATO, obrigando às autoridades aos interceptar ou a activar protocolos de segurança.
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