O medo às ciberestafas cresce em Espanha: seis em cada dez acham que serão vítimas
As mensagens suspeitas, os telefonemas fraudulentos e compra-las falsas disparam a preocupação pela fraude digital
Ouve o artigo agora…
A preocupação pelas ciberestafas segue crescendo entre os espanhóis. Seis em cada dez espanhóis acham que é "muito provável" que possam ser vítimas de uma ciberestafa com perda económica, segundo a segunda edição do Estudo de opinião sobre ciberseguridad elaborado pela Associação Espanhola de Banca (AEB) e CECA, junto com Sigma Dois.
O temor é especialmente elevado entre as mulheres e as pessoas de maior idade, enquanto uma parte menor da população segue vendo pouco provável converter-se em vítima. Ainda assim, o incremento de mensagens fraudulentas, telefonemas suspeitos e enganos relacionados com compras on-line tem disparado a sensação de vulnerabilidade entre os utentes.
Os utentes confiam nas medidas de segurança dos bancos
Com respeito ao esforço das empresas para garantir a protecção dos utentes, numa escala de 0-10, a valoração média da protecção realizada por sua entidade bancária é de 7,3. Ademais, um 71,7% valoriza com um 7 ou mais a protecção que leva a cabo sua entidade com respeito a seus dados pessoais e financeiros.

Quanto às medidas que os próprios clientes implementam para prevenir a fraude, só o 65,9% da população pensa que adopta medidas suficientes para proteger sua segurança digital.
Falta de conhecimento
O dado choca com a escassa formação dos utentes para isso. Neste sentido, o relatório atestigua que um 62,8% da população considera que tem "pouco ou nenhum conhecimento" sobre questões de ciberseguridad.
Por sexos, entre as mulheres esta ratio eleva-se até o 71,3%, enquanto em por trechos de idade, os maiores de 65 anos anotam a pior proporção, ao elevar a percentagem até o 74,1%.
Persistem as condutas de risco em internet
Entre as medidas para garantir a segurança, a maioria dos interrogados assinala contactar com sua entidade bancária no caso de detectar algo suspeito, seguido de situar o uso de dados biométricos para aceder e em terceiro lugar não guardar as senhas nos dispositivos.
No entanto, o 48,5% dos espanhóis reconhece ter realizado alguma gestão digital de maneira pouco responsável ou sendo consciente de seu perigo ou potencial risco. Entre as mais comuns, não mudar as senhas encabeça este tipo de decisões, seguida de se cadastrar em sites sem estar seguros de que cumprem com a segurança necessária ou utilizar os dispositivos ou computadores sem saber se estão actualizados.
Mensagens fraudulentas, os ataques mais habituais
Sobre a origem dos ciberataques, o sentimento de ameaça vem dado com mas frequência pela recepção de mensagens suspeitas (correio eletrónico, SMS ou WhatsApp) com conteúdo estranho, enlaces a sites fraudulentos, arquivos adjuntos duvidosos. Assim, o 65,4% da população assinala ter sido destinatário desta classe de escritos.

O segundo tipo de ciberataque mais frequente (39%) é o de telefonemas telefónicos fraudulentas de supostas entidades bancárias, companhias conhecidas ou organismos públicos. Por último, uma quarta parte da população assinala ter sido vítima de contactos fraudulentos de desconhecidos através de redes sociais.
Cargos indevidos de centos de euros
Entre as demandas, o ciberfraude mais habitual tem consistido em cargos não autorizados no cartão de crédito (52,5%) ou perdas económicas por compras on-line fraudulentas(36,4%).
Por quantias, o 39,6% das perdas económicas são inferiores a 100 euros, enquanto o 32,4% situam-se entre os 100 e os 500 euros. Só o 13,6% das fraudes superam os 1.000 euros.


