AllZone e o dinheiro perdido

Milhares de clientes da companhia esperam durante semanas para receber pedidos ou reembolsos que não chegam

Videoblog de Ana Siles no AllZone / Fotomontagem CG
Videoblog de Ana Siles no AllZone / Fotomontagem CG

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AllZone passou de ser mais uma loja para converter-se num autêntico quebra cabeças para milhares de consumidores. É uma loja online para comprar produtos tecnológicos que ganhou notoriedade, mas não pelas suas ofertas, mas sim pela má reputação que colhe entre os seus clientes.

Desde há mais de um ano, a Consumidor Global tem publicado múltiplos depoimentos de pessoas que têm comprado na empresa liderada por Pablo Moscoloni. Milhares de internautas que pagam centenas de euros por produtos que jamais recebem e que põem em dúvida a fiabilidade do negócio.

O modus operandi sempre é o mesmo. Os clientes entram no site, compram algo atraídos por um preço mais económico que o da concorrência e esperam o pedido durante semanas e inclusive meses. Ao ver que não o recebem, cancelam a compra e começa o calvário para recuperar o dinheiro.

Ainda que alguns clientes conseguem o reembolso, outros muitos ficam no limbo: sem produto, sem dinheiro e sem resposta por parte da AllZone. As queixas que continuam a chegar a este meio não só o confirmam, como evidencian que não são casos isolados nem erros pontuais. Um dos casos mais recentes é o de um utilizador que está há meses à espera a devolução dos 880 euros que pagou por um telemóvel que nunca recebeu.

Por sorte, a lei está do lado do consumidor nestes casos. Se a empresa não devolve o custo num prazo máximo de 14 dias úteis desde a cancelamento, o consumidor tem direito a reclamar o dobro da quantidade abonada. Um direito que muitos desconhecem e que contrasta com a normalidade com a qual AllZone segue operando, apesar dos milhares de clientes que ainda esperam o seu pedido, uma resposta ou seu dinheiro.